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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

The Amazing Spider-Man (2012)

Em 2002, Sam Raimi trouxe-nos uma das melhores adaptações da Marvel até à data, Spider-Man, seguido de 2 sequelas, mas após a sua retirada do quarto filme os produtores acharam, por bem, fazer um reboot completo da saga, com novo realizador e novos actores. THE AMAZING SPIDER-MAN, de Marc Webb, agora com uma nova história traz novas possibilidades que poderão, ou não, agradar os fãs.

Peter Parker (Andrew Garfield) descobre um segredo bem guardado sobre o seu pai, que trabalhava em conjunto com o Dr. Curtis Connor (Rhys Ifans). Quando tenta infiltrar-se nos laboratórios da Oscorp para entrar em contacto com Dr. Connor, é acidentalmente mordido por uma aranha radioactiva, consequentemente ganhando poderes extraordinários. Após conseguir falar com Dr.Connor e partilhar com ele a formula desenvolvida pelo seu pai, Connor põe a formula em pratica  sofrendo efeitos semelhantes aos de Peter, embora mais extremos.

Definitivamente uma abordagem completamente diferente, mais fiel à banda desenhada, da versão de Raimi. Talvez a maior fraqueza de The Amazing Spider-Man encontra-se no argumento, coisas que necessitariam de maior ênfase foram substituídas por cenas menos importantes e mais alongadas. Toda a transformação que Peter sofre é tratada de forma muito banal, assim como o facto de ser bastante mais despreocupado em relação à sua identidade secreta, que a certa altura deixa de ser tão secreta ou pelo menos bastante óbvia. No entanto, visualmente, o filme é apelativo, com uns efeitos especiais espectaculares que agradam qualquer um. As interpretações por parte das personagens, ainda que bem razoáveis, deixam um pouco a desejar e a certa altura são um pouco ambíguas e confusas. Andrew Garfield desempenha razoavelmente bem o papel de spider-man, mas com as inconsistências emocionais, que a personagem parece ter, é difícil perceber o que ele está para lá a fazer. Para uma personagem supostamente irónica mas simultâneamente tímida, este parece um pouco trapalhão e inseguro. Gostei particularmente de como optaram pelo lançador de teias criado por Peter, algo que é retratado na banda desenhada e que na versão de Raimi foi ignorado.

Apenas aqueles que prefiram uma abordagem mais fiel ao universo da Marvel, irão ver este filme como uma melhoria em relação ao de 2002, talvez não completamente, mas a um certo nível. No entanto, quem espera um upgrade significativo terá uma desilusão, mas geralmente não fica muito atrás do de Raimi e mesmo que não seja excelente ainda dá para rir de algumas situações, nem que seja pelo ridículo delas.


Título Orignal: The Amazing Spider-Man (EUA, 2012)
Realizador: Marc Webb
Argumento: James Vanderbilt; Alvin Sargent; Steve Kloves
Intérpretes: Andrew Garfield; Emma Stone; Rhys Ifans; Denis Leary; Martin Sheen; Sally Field; Chris Zylka
Música: James Horner
Fotografia: John Schwartzman
Género: Acção, Aventura, Fantasia
Duração: 136 minutos



domingo, 5 de agosto de 2012

Batman Begins (2005)

Quando BATMAN BEGINS estreou no já distante ano de 2005 o natural para os fãs dos comics foi recebê-lo com receio. As adaptações de Joel Schumacher, feitas uma década antes, tinham destruído grande parte da imagem da publicação e da personagem, fazendo com que nem a reputação de Christopher Nolan como artista de thrillers psicológicos fosse capaz de retirar o pé que os aficionados do homem-morcego mantinham atrás. Filme visto e considerações tomadas, havia que rectificar a posição e admitir o erro de julgamento: Batman Begins mostrava-se capaz de se sustentar por mérito próprio, revitalizando uma franquia que há muito se julgava sem salvamento.

Não que o filme fosse brilhante, porque não o era. Tinha erros e defeitos, buracos e problemas de ritmo. Mas, pelo menos, devolvia a Batman o seu lado mais negro, empurrando-o para terrenos próximos dos de anti-herói. Melhor, ridicularizava as gentes de lycra que inundavam o mercado do género vindas do lado da Marvel e estabelecia os motivos que levavam alguém que se mascarava de morcego a espancar criminosos em becos e vielas escuras durante as horas nocturnas. Aqui é o próprio Bruce Wayne, o rosto visível do herói, que afirma que o Batman tem problemas («Well, a guy who dresses up like a bat clearly has issues.»). A morte dos pais deixou-o amargurado, ansiando por uma retribuição que o seu rígido código moral não lhe permite obter. O legado de ser um Wayne, pedra basilar da organização social de Gotham, não ajudou à situação, colocando sobre os ombros de uma criança traumatizada um império multimilionário e o compromisso social que os seus pais tinham assumido para com a população empobrecida de uma cidade dominada pelo crime e corrupção. Daí o seu desaparecimento durante sete anos, a sua teima em enfrentar os criminosos no seu próprio jogo, a vontade de limpar Gotham dos corrompidos e corruptores. A intenção é boa, os métodos é que poderão não ser os melhores.

Nolan acabou por se revelar uma boa escolha para a cadeira de realizador. Em Batman Begins o britânico continua na linha das patologias e traumas do foro psicológico que caracterizou de certa forma as suas obras anteriores (Memento e Insomnia) e aborda o tema da vingança que se tornaria algo recorrente no seu trabalho. A sua construção de Gotham, elevada quase ao estatuto de personagem, afastando-a da cidade expressionista erigida por Burton e da metrópole de outros tempos mesclada com a Tóquio dos grandes néons de Schumacher, ajudou à aceitação geral da sua visão por parte do público. Mais importante, Nolan soube rodear-se das pessoas certas. A banda sonora composta por James Newton Howard e Hans Zimmer, das mais memoráveis do passado recente, contribui para a dimensão mais épica do filme (apesar de tudo, é preciso não esquecer que Batman Begins continua a tratar-se de um filme de super-heróis) e a fotografia de Wally Pfister, bastante competente, nomeada ao Oscar da categoria, suporta a decisão de Nolan de utilizar filme em detrimento de meios de filmagem digitais. A direcção de arte e a edição também não fogem à norma, mesmo com os problemas de ritmo e encadeamento de cenas já mencionados. Noutro nível, o elenco. Christian Bale elimina a ideia de que os actores eram escolhidos para o papel de homem-morcego pelo seu queixo, conseguindo emprestar à personagem alguma profundidade e complexidade que há muito já se pedia em adaptações anteriores da estória. O galês, que se move pelos cenários de capa preta, vociferando ameaças e instruções em voz rouca e nem sempre facilmente audível, conseguiu o que nenhum outro actor havia conseguido antes: preencher o fato de herói com corpo e talento. A Michael Keaton faltava o físico, a Clooney e Val Kilmer as capacidade de representação (o ambiente geral das produções em que se viram envolvidos também não os ajudou). Não considerando, é claro, Adam West, autor de um Batman demasiado camp que, felizmente, não passou da década de 60. Michael Caine aparece bem como Alfred, o mordomo sempre fiel da família Wayne, e Gary Oldman não desilude como Jim Gordon. A escolha de Scarecrow e Ra's Al Ghul como antagonistas surpreendeu. Longe de serem os vilões mais populares do universo literário de Batman, pelo menos junto do público mais novo, a sua inclusão na película resulta de forma inesperada. Cillian Murphy, o irlandês, dá um bom Jonathan Crane, multiplicando-se em psicoses. Liam Neeson e Ken Watanabe dividem-se como o mestre criminal líder da Liga das Sombras, reforçando a imagem de Ra's Al Ghul mais como ideal do que como pessoa. Eliminam-se os misticismos da personagem e está criado um dos melhores vilões da última década, terrorista social vítima de uma noção retorcida de justiça e sociedade. À semelhança de Batman, as suas intenções são boas, os métodos é que podem não ser os melhores. Sobram Morgan Freeman como Lucius Fox, um dos favoritos dos fãs, Tom Wilkinson como Carmine Falcone, o chefe da máfia local, e Mark Boone Junior, Rutger Hauer e Rade Serbedzija (há quem não se lembre do Boris, the Blade de Snatch.?) em papéis secundários quase sem expressão. A única nota negativa tem de ir para a Rachel Dawes de Katie Holmes, tapada por Alfred na função de consciência de Bruce Wayne e algo desajustada no papel de interesse amoroso do bilionário justiceiro.


Batman Begins é interessante e marcou o início de uma das séries cinematográficas mais especuladas e queridas tanto pelo público, como pela crítica, das duas últimas décadas. O sucesso residiu na indissociação de Bruce Wayne do seu alter-ego mascarado e na aceitação dos traumas da(s) vítima(s) como fio condutor da trama. Nas visitas anteriores à estória era fácil para Bruce Wayne conciliar as suas relações amorosas com o seu part-time clandestino, passando a imagem de galã inveterado. Aqui, Bruce falha para com Rachel, e tem de escolher, no final, entre a rapariga e a cidade que precisa de salvar. A imagem de playboy, essa, continua a ser passada, mas para Gotham e quem se encontra do lado de fora do círculo íntimo de Wayne. Quem o conhece sabe que ele não é assim. O que nos leva a questionar se será Batman o alter-ego de Bruce, ou exactamente o oposto. Desde Burton que o ambiente de Batman não era tão negro. A esperança rareia e, por vezes, aparece nos sítios onde menos se espera. Queimar uma mansão pode parecer exagerado, quase como andar a combater o crime nos telhados de uma cidade vestido de morcego, mas resulta para o efeito pretendido por Nolan. Começa lento, com flashbacks de um jovem Bruce e seus pais, o canónico assassinato à saída da ópera, a reclusão numa prisão oriental, tentativa de compreender a mente do criminoso, mas depressa acelera, ganhando ímpeto e vigor. O melhor ainda estaria para vir, mas os indicadores dados por Batman Begins já permitiam tirar algumas conclusões sobre a franquia. Permitiam também algumas perguntas que ficariam por responder. Será Batman mais perigoso para Gotham do que os vilões que enfrenta? Serão os seus métodos legítimos? Cairá o justiceiro mascarado em desgraça por não saber quando parar? Algumas seriam respondidas no capítulo seguinte, outras ficariam suspensas no limbo, entre planos de uma cidade cada vez mais limpa e sequências de acção grandiosas, quase megalómanas. Para os fãs, Batman Begins continuava a ser um presente envenenado, sendo incerto que as suas possíveis continuações mantivessem o nível ou conseguissem mesmo elevar a fasquia. 7 anos volvidos, sabemos a resposta. O que se lhe seguiu foi algo sem precedentes, um fenómeno do marketing sustentado por qualidade cinematográfica acima da média, algo raramente observado. Aí, o último a rir seria mesmo aquele que riria melhor.


Título Original: Batman Begins (EUA/Reino Unido, 2005)
Realizador: Christopher Nolan
Argumento: Christopher Nolan, David S. Goyer (baseado nas personagens de Bob Kane)
Intérpretes: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Cillian Murphy, Ken Watanabe e Morgan Freeman
Música: James Newton Howard, Hans Zimmer
Fotografia: Wally Pfister
Género: Acção, Crime, Drama, Fantasia
Duração: 140 minutos


terça-feira, 19 de junho de 2012

Dylan Dog: Dead of Night (2011)

«No pulse? No problem.»

Dylan Dog é filho dos fumetti, mistura entre policial de índole negra, terror a fazer lembrar várias épocas douradas do género, humor acutilante, retórica anti-burguesa e surrealismo. Na passagem para o cinema optou-se por fazer cair o ecletismo de estilos que marca o material original e enveredar por um ambiente quase exclusivamente policial com criaturas folclóricas a fazerem as vezes do terror. Mais, mudou-se o parceiro de Dylan de um sósia de Groucho Marx para um zombie em decomposição, riscando da acta o humor característico do primeiro, substituindo-o por piadas fáceis à custa do estado do segundo. Tudo bem, até aí o filme poderia funcionar, fossem jogadas as próximas cartadas de forma sábia e calculada. E é exactamente nesse ponto que entra em cena Brandon Routh (e o seu soberbo penteado) como Dylan Dog, fazendo cair a derradeira gota de água neste fiasco. Mudanças de parceiros ainda são suportáveis, o abandono do discurso anti-burguês e do quase-surrealismo que pautava (e ainda pauta) as páginas das estórias da BD compreensível, agora espetar o antigo Clark Kent como o investigador do paranormal que dá nome à película é um abuso à paciência de qualquer espectador, principalmente dos seguidores da obra de Tiziano Sclavi, que mereciam um nome mais sério a desempenhar o adorado anti-herói. Raios, até Dylan o merecia.

E já que se está numa onde de mudanças, passa-se de Londres para Nova Orleães, não vão os norte-americanos estranhar que haja vampiros e lobisomens fora do seu burgo. O mesmo já havia sido feito em Constantine, reforçando ainda mais a ideia de que Dylan Dog, o filme, foi uma tentativa de imitar a adaptação cinematográfica da BD da DC Comics, acabando como uma espécie de Constantine série-B. Ou, já agora, série-C - é complicado decidir. E entre licantropos e sugadores de sangue, Dylan vai lutando por manter a trégua entre as espécies e os humanos, acabando, no final, por ter de enfrentar um demónio que aparece quase ao estilo de um deus ex machina mal planeado. E sem nunca estragar o seu impecável penteado.

Como filme, Dylan Dog: Dead of Night simplesmente não resulta. Como film noir, ainda pior. Limitado pelas suas próprias imposições e por um protagonista inapto, o filme nunca chega a arrancar, perdendo-se entre inúmeros clichés e buracos no argumento. Há muito que Brandon Routh como actor não engana ninguém, a não ser, talvez, os responsáveis pelo casting deste Dylan Dog. Terá sido do seu fantástico cabelo? Sam Huntington, o parceiro zombie, surge demasiado ridículo na sua busca por peças sobressalentes e a femme fatale, sendo demasiado generoso na utilização do termo, Anita Briem não acrescenta nada ao filme mesmo quando o devia fazer (a sério, ninguém daria pela sua falta se ela lá não estivesse). Taye Diggs e até Peter Stormare também se nivelam por baixo, já para não falar de Kurt Angle, antigo lutador da WWF e vencedor da Medalha de Ouro em Luta Greco-Romana nos Jogos Olímpicos de Atlanta. Nenhum, no entanto, aparece pior do que Routh e o seu cabelo maravilhosamente modelado. Lamentavelmente mau, para lá do camp, Dylan Dog: Dead of Night é incapaz de formar o seu próprio carácter, não sendo mais do que um fraco exercício de cinema. E será que já referi que o pior da fita é mesmo Brandon Routh e o seu admirável cabelo?


Título Original: Dylan Dog: Dead of Night (EUA, 2011)
Realizador: Kevin Munroe
Argumento: Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer (baseado na BD de Tiziano Sclavi)
Intérpretes: Brandon Routh, Anita Briem, Sam Huntington, Taye Diggs, Kurt Angle, Peter Stormare
Música: Klaus Badelt
Fotografia: Geoffrey Hall
Género: Comédia, Fantasia, Mistério, Terror, Thriller
Duração: 107 minutos


sábado, 9 de junho de 2012

The Avengers (2012)

Na última década a febre dos super-heróis tem caído sobre milhões e já mostrou ter o potencial de gerar receitas extraordinárias nas bilheteiras. O mais recente conjunto de adaptações cinematográficas da Marvel é o exemplo perfeito, com Thor, Iron Man e Iron Man 2, Captain America e The Incredible Hulk, a culminarem num cross-over de proporções épicas que é The Avengers, realizado por Joss Whedon, a mente por trás da série de televisão de culto Buffy, The Vampire Slayer.

Loki (Tom Hiddleston) consegue transportar-se para a Terra após ter sido derrotado pelo seu irmão, Thor (Chris Hemsworth), e imediatamente rouba da S.H.I.E.L.D o Cosmic Cube, um objecto de imenso poder. Face a uma óbvia ameaça e declaração de guerra, Nick Fury (Samuel L. Jackson) recorre à ajuda dos super-heróis Captain America/Steven Rogers (Chris Evans), Iron Man/Tony Stark (Robert Downey Jr.), Hulk/Bruce Banner (Mark Ruffalo) e Thor, acompanhados dos melhores agentes da S.H.I.E.L.D, Black Widow/Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) e Hawekeye/Clint Barton (Jeremy Renner). Juntos são capazes de coisas que sozinhos não seria possível e terão que usar essa vantagem para salvar a Terra, capturar Loki e recuperar o Cosmic Cube.

The Avengers é um filme que necessitou de cinco filmes diferentes para preparar todo o seu plano e história de fundo, o que, obviamente, cria grandes, talvez demasiadas, expectativas no público e nos fãs mais hardcore da BD, algo que é bastante arriscado e dispendioso sem algumas garantias de sucesso. Felizmente o filme consegue atender a algumas das expectativas mas continua a não ser o cross-over que todos esperavam.

Os efeitos especiais do filme são muito bons, o que, tendo em conta o orçamento, já era de esperar. No entanto o argumento não o melhor, entre tantas falhas em certos pontos e diálogos que tentam puxar ao lado mais cómico da situação mas que no final são simplesmente banais, com muita ênfase nas cenas de luta e com pouca profundidade nas personagens das quais se encontra pouco ou nada com que o público possa simpatizar, à excepção do Hulk/Bruce Banner que a meu ver será a melhor personagem do filme que também tem as melhores cenas. Em termo de desempenho de actores, todos estiveram bem e fizeram o que lhes era devido, mas não deu para ser aproveitado ao máximo devido ao argumento pouco consistente e muito focado numa só personagem, num filme onde existe um grande grupo de protagonistas importantes nenhum merece atenção especial e tal não acontece neste filme. Whedon tem momentos de pura genialidade, infelizmente acompanhados de momentos desapontantes, e embora na minha opinião tenha feito um trabalho razoável, continuo a achar que poderia ter sido muito melhor, não fossem os momento de clara preguiça e pouco empenho.

Definitivamente, um filme que será do agrado dos fãs da BD, e sendo eu um fã também à já algum tempo posso garantir isso. Mas terei sempre um sentimento de insatisfação por algo que esperei muito tempo e após criar imensas expectativas, à espera de um épico descomunal que fizesse justiça a toda a complexidade do universo da Marvel, e tendo em conta que isto não é só um filme, mas sim uma saga de filmes originalmente independentes, com pequenos tie-ins aqui e ali, que se juntam para contar uma história, logo à que ver isto como um todo e não só este filme.

Dito isto, continua a ser um filme a não perder e com as próximas sequelas já anunciadas ainda se pode ter esperança para algo que seja um pouco mais consistente e por fim arrebatador.


Título Original: The Avengers (EUA, 2012)
Realizador: Joss Whedon
Argumento: Joss Whedon; Zak Penn; Stan Lee (B.D.); Jack Kirby (B.D.)
Intérpretes: Chris Evans; Robert Downey Jr.; Mark Ruffalo; Chris Hemsworth; Scarlett Johansson; Jeremy Renner; Tom Hiddleston; Clark Gregg; Cobie Smulders; Samuel L. Jackson
Música: Alan Silvestri
Fotografia: Seamus McGarvey
Género: Acção; Aventura; Ficção-Científica
Duração: 143 minutos


sexta-feira, 25 de março de 2011

Scott Pilgrim vs. the World (2010)

Se me dissessem há meses que Scott Pilgrim vs. the World [SPvtW] seria um dos meus filmes favoritos de 2010, eu, certamente, não acreditaria. Aliás, ainda passei algumas (boas) semanas sem o ver, com um certo receio que este estragasse a boa ideia que tinha, e, cada vez mais, tenho, da qualidade de Edgar Wright (Hot Fuzz; Shaun of the Dead) como realizador. Afinal, era eu que estava enganado: Scott Pilgrim vs. the World entrou, sem muito esforço, para a minha lista de must-sees da última década.

Scott Pilgrim (Michael Cera) é um jovem canadiano, baixista numa banda de rock, os Sex Bob-omb, que começou, recentemente, a namorar com Knives (Ellen Wong), uma colegial de 17 anos. Mas eis que conhece Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead), e começam os problemas para o pobre Scott: sem saber como acabar a sua relação com Knives, Scott tem ainda de enfrentar os 7 ex-namorados maléficos de Ramona, na esperança de ganhar o seu coração. Tudo isto entre ensaios e batalhas de bandas - é obra!

Os 7 malvados que Scott tem de enfrentar para ganhar o coração de Ramona.

Tudo se complica ainda mais quando Envy Adams (Brie Larson), a rapariga que deixou Scott rumo a Nova Iorque e ao Mundo da música, e a agora vocalista dos mundialmente famosos The Clash At Demonhead, volta à cidade, fazendo Scott relembrar um passado que preferia já ter esquecido. Com nomes como Chris Evans e Brandon Routh nos papéis de vilões, a aventura de Scott culmina numa batalha contra o agente de bandas Gideon Graves (Jason Schwartzman), o mais malvado de todos os 7 ex-namorados de Ramona, e o homem que não lhe sai, literalmente, da cabeça. De destacar, ainda, a participação no filme de Kieran Culkin como Wallace, o amigo metediço de Scott que divide com ele o apartamento.

Ramona (Mary Elizabeth Winstead), a rapariga com que todos nós sonhamos.

SPvtW é um bom filme, valendo, sobretudo, pela sua magnífica banda sonora e pela sua fotografia 'plastificada' com um certo toque de videojogo. Aliás, SPvtW faz mesmo lembrar um daqueles velhinhos jogos arcade, onde tínhamos de derrotar boss atrás de boss para irmos avançando na história. Scott Pilgrim é o teenager que todos temos dentro de nós, e é por isso que nos identificamos tanto com o personagem - a meio do filme damos mesmo por nós a torcer para que ele consiga ficar com Ramona. E não há volta a dar: Michael Cera é mesmo Scott Pilgrim, sem tirar, nem pôr.

Scott Pilgrim vs. the World é um filme que agrada tanto a teenagers fãs da novela gráfica homónima, como a adultos que assistiram ao boom dos jogos arcade. Mais do que isso talvez já seja pedir de mais. Não obstante, é um filme que vale a pena ver, nem que seja pelo seu tom alegre, mesmo nos momentos mais melancólicos e tristes.

«We are Sex Bob-Omb! And we're here to watch Scott Pilgrim kick your teeth in! One-two-three-four!»



Título Original: Scott Pilgrim vs. the World
Realização: Edgar Wright
Argumento: Michael Bacall, Edgar Wright & Bryan Lee O'Malley (novela gráfica)
Intérpretes: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin, Ellen Wong, Jason Schwartzman
Música: Nigel Godrich
Fotografia: Bill Pope
Género: Acção, Comédia, Fantasia, Romance
Duração: 112 minutos

IMDb: 7.8/10
metacritic: 69/100
Rotten Tomatoes: 81% (7.5/10 average rating)