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domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Serbian Film (2010)

Aqui no Matinée decidimos fazer um retorno bastante apelativo, por assim dizer, ao fazermos uma pequena critica a Srpski Film, um filme de terror gore sérvio realizado por Srđan Spasojević, também seu co-produtor e co-argumentista. É um filme que à primeira vista não tem muito que se lhe diga, mas à medida que o filme avança vê-mo-nos a entrar na montanha-russa do abuso psicológico que é o Srpski Film, algo que definitivamente irá por à prova o estômago de qualquer um, e que prova essa será... 

O filme começa como algo completamente mediano, vemos o dia-a-dia de Miloš,um ex-actor pornográfico que tem uma vida, aparentemente, normal com a sua mulher e filho,Marija e Petar. Entretanto, Milos recebe um convite de uma velha amiga e companheira de trabalho para um projecto misterioso, que envolve a realização de um filme pornográfico, projecto esse que garante uma vida bastante confortável para Milos e a sua família. Após aceitar o convite Milos é levado a conhecer o realizador, Vukmir Vukmir, um homem de certa forma excêntrico, que lhe explica como tem grandes planos para este filme e que revolucionará o cinema pornográfico, mas mesmo assim mantendo o 'argumento' do filme um pouco às escuras de Milos que mesmo assim aceita, começando assim a sua viagem pela pornografia underground.

A partir daqui é uma auto-estrada cujo todas a saídas levam aos lugares mais sombrios da mente humana. Acho que se vê de tudo um pouco, desde necrofilia a pedofilia, incesto, violação, e abusos aos quais é quase senão completamente impossível assistir numa sala de cinema normal. Não é uma surpresa que este filme tenha sida banido de bastantes países do mundo, apenas em alguns festivais de cinema é que passaram o filme para o público, incluindo o Fantasporto que passou o filme a 11 de Março de 2011.

Resumindo, até pode ser considerado um bom filme em termos técnicos mas se tivermos em conta o seu conteúdo é bastante perturbador e grotesco, embora, claro, isto depende da capacidade de tolerância de cada um. Não é um filme que eu pessoalmente aconselhe a qualquer um ver, e isto é algo que não costumo fazer, mas se se considera valente o suficiente para o ver então, força, será de certeza uma experiência única e avassaladora.


Tirulo original: Srpski Film (Sérvia, 2010)
Realizador: Srđan Spasojević
Argumento: Aleksandar Radivojević; Srđan Spasojević
Intérpretes: Srđan Todorović; Jelena Gavrilović; Slobodan Beštić; Sergej Trifunović
Música: Sky Wikluh
Fotografia: Nemanja Jovanov
Género: Crime, Drama, Terror, Thriller
Duração: 104 minutos (Director's Cut); 99 minutos (UK Cut)





sábado, 9 de abril de 2011

Les nuits rouges du bourreau de jade (2009)

Les nuits rouges du bourreau de jade, a.k.a. Red Nights, é de certeza um filme que promete ser um dos mais interessantes de ver. Apesar de serem as suas primeiras participações num filme como realizadores, Julien Carbon e Laurent Courtiaud foram capazes de introduzir algo inovador e apelativo a este crossover asiático e francês, algo que explora os cantos mais sombrios do comportamento humano através duma perspectiva fetichista e psicossexual.

Embora seja graficamente soberbo, em termos de conteúdo não estamos perante um filme demasiado complexo. A história circula à volta duma caixa que contem um selo de jade branco, que dizem ter pertencido ao primeiro Imperador da China e encontra-se na posse de Catherine (Frédérique Bel). Após matar o amante, Catherine foge para Hong Kong com intenções de vender o artefacto, pouco depois descobre-se que afinal o selo contem um elixir antigo, desenvolvido pelo carrasco do Primeiro Imperador da China, que possui propriedades paralisantes e é capaz de reforçar as sensações do ser humano. Esta descoberta faz com que Catherine seja apanhada nos esquemas de Carrie Chan (Carrie Ng), uma abastada patrona das artes e amante de sadomasoquismo, obcecada pelo elixir que não olha a fins para obter o elixir.

Este thriller erótico é capaz de cativar a atenção do espectador logo desde o inicio e mantém-nos colados ao ecrã durante todo o filme, graças as suas diversas cenas exóticas e chocantes que envolvem diversas torturas física e psicologicamente sádicas, que focam não só na dor do individuo mas como também no prazer proporcionado, algo que aqui no Matinée consideramos inédito. A imagem e fotografia desta obra-prima é simplesmente fantástica e demonstra grande profissionalismo no seu desenvolvimento, isso em junção com uma óptima banda sonora, proporcionam uma excelente experiência de visualização e realça tudo o que há de bom tanto nas cenas como na história em si.

É definitivamente um filme que se deve ver pelo menos uma vez, seja acompanhado ou sozinho, e deve ser visualizado com uma mente aberta ao inesperado, dessa forma poderá desfrutar ao máximo esta experiência e as novas sensações que este filme introduz na industria cinematográfica.





Título Original: Les Nuits Rouges du Bourreau de Jade
Realizador: Julien Carbon; Laurent Courtiaud
Argumento: Julien Carbon; Laurent Courtiaud
Intérpretes: Frédérique Bel; Carrie Ng; Carole Brana; Stephen Wong Cheung-Hing; Kotone Amamiya 
Música: Alex Cortés; Willie Cortés
Fotografia: Man-Ching Ng
Género: Thriller; Gore
Duração: 98 minutos



quinta-feira, 31 de março de 2011

The Resident (2011)

Após Let Me In (2010), o remake americano de Låt Den Rätte Komma In (eng: Let the Right One In), The Resident é a mais recente produção lançada pela Hammer Film Productions, a mítica produtora de filmes de terror britânica que atingiu o seu auge durante as décadas de 50 e 60. Cinquenta anos volvidos desde esse período dourado, o nome da Hammer continua entre nós; a qualidade da suas produções, que pauta, inequivocamente, os seus filmes mais antigos, essa, é que já se foi há muito. É claro que um ou outro filme consegue fugir à regra - infelizmente, The Resident não entra nessa lista.

Juliet Devereau (Hilary Swank) é uma médica que se separou recentemente do marido após ter sido traída. Em busca de uma casa para arrendar em New York, encontra o prédio de Max (Jeffrey Dean Morgan, o pai em Supernatural), e do seu tio August (Christopher Lee, uma das figuras da Hammer "clássica"); entusiasmada com a casa, Juliet depressa a decide arrendar. No entanto, a casa dos sonhos de Juliet depressa se tornará no seu maior pesadelo, quando esta descobre que Max desenvolveu uma assustadora obsessão por ela.

Se há frase capaz de descrever The Resident é o chavão «Been there, done that» - nada é novo no argumento de The Resident, o que confere ao espectador uma incómoda sensação de déjà vu durante todo o filme. Do outro lado do espectro encontram-se as sólidas interpretações dos protagonistas, que conseguem, mesmo que por breves momentos, afastar o pensamento de quem vê o filme da falta de originalidade da história. Quanto à realização, a estreia de Antti Jokinen nas grandes produções é pouco mais do que mediana: se é verdade que consegue transmitir ao espectador a sensação de claustrofobia e solidão que tanto apregoou, é também verdade que nunca consegue captar totalmente a atenção de quem vê o filme.

The Resident é um filme com altos e baixos. Mas confesso que, mesmo tendo em conta alguns dos seus filmes mais recentes, esperava um pouco mais de uma produção da Hammer. No geral, The Resident cumpre a sua função, mesmo estando muito longe de deslumbrar. Na nossa opinião, não vale a pena uma ida ao cinema, mas não será, de todo, má ideia vê-lo no sofá com as luzes desligadas.




Título Original: The Resident 
Realização: Antti Jokinen
Argumento: Antti Jokinen & Robert Orr
Intérpretes: Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan, Christopher Lee, Lee Pace
Música: John Ottman
Fotografia: Guillermo Navarro
Género: Drama, Thriller
Duração: 91 minutos

IMDb: 5.2/10
Rotten Tomatoes: 36% (4.4/10 average rating)


sábado, 26 de março de 2011

Season of the Witch (2011)

Após o sofrível Gone in Sixty Seconds (2000), o realizador Dominic Sena volta a colaborar com Nicolas Cage no igualmente sofrível Season of the Witch (2011), um filme em parte histórico, em parte fantástico, passado na era das Cruzadas.

Behmen (Cage) e Felson (Ron Perlman - Hellboy, La cité des enfants perdus, Der Name der Rose) são dois cruzados que, após assistirem ao massacre de inocentes numa cidade árabe, desertam do Exército Cristão e iniciam uma viagem pelo Mundo rumo a casa. Infelizmente os tempos são os da Peste Negra, e as populações que ainda sobrevivem trancam-se nas cidades, olham com desconfiança os forasteiros e queimam as bruxas.

Behmen & Felson chegam a uma pequena cidade no meio do nada, onde são reconhecidos como cruzados desertores, e levados à presença do Cardeal D'Ambroise (Christopher Lee). O Cardeal, infectado pela Peste, pede-lhes que façam um último favor à Igreja: transportar uma miúda tida como bruxa para um mosteiro distante, para que lá possa ser julgada segundo a Chave de Salomão, um livro antigo, fonte de sabedoria e compêndio de todos os rituais conhecidos do Homem. Os cruzados juntam-se, então, a Eckhardt, um cavaleiro de luto pela sua família, Debelzaq, um padre, o escudeiro Kay e o vigarista Hagamar (Stephen Graham - Snatch., Gangs of New York). A miúda, Anna, é interpretada por Claire Foy.

All in all, Season of the Witch é um mau filme, demasiado previsível para o seu próprio bem. Os actores nada acrescentam ao argumento, nem o argumento, muito menos, faz sobressair o que há de bom no elenco. A realização de Sena também pouco ou nada acrescenta ao filme, variando entra a monotonia e a completa inexistência de qualidade. Pontos altos em Season of the Witch? Não os há, nem mesmo os efeitos especiais, com os demónios a parecerem feitos de plasticina e pauzinhos de gelado. No máximo dos máximos, podemos encontrar, com uma certa dose de esforço, um ponto razoável em Season of the Witch: Ron Perlman, que, mesmo não vendo as suas capacidades como actor serem aproveitadas ao máximo, consegue, por momentos, fazer o espectador esquecer o horror que está diante dos seus olhos. Normalmente, não descarto completamente a visualização de nenhum filme, mas abro uma excepção para Season of the Witch: para 95 minutos de tortura já nos chegam alguns jogos de futebol da Liga Portuguesa. Season of the Witch perdeu-se entre o que, de facto, é e o que aspirava a ser - acabando, no fundo, por não ser nem uma coisa, nem outra, para mal dos pecados de quem o vê.


Título Original: Season of the Witch
Realização: Dominic Sena
Argumento: Bragi F. Schut
Intérpretes: Nicolas Cage, Ron Perlman, Stephen Campbell Moore, Claire Foy, Robert Sheehan, Ulrich Thomsen, Stephen Graham, Christopher Lee
Música: Atli Örvarsson
Fotografia: Amir M. Mokri
Género: Acção, Fantasia, Histórico
Duração: 95 minutos

IMDb: 5.4/10
metacritic: 28/100
Rotten Tomatoes: 5% (3.4/10 average rating)


quarta-feira, 23 de março de 2011

Duas Mulheres (2009): "The L Word is back, baby!"

Pensando bem, já há imensos filmes nacionais que se tornaram ícones da cultura cinematográfica portuguesa, como, por exemplo, O Crime Do Padre Amaro, Call Girl, O Contrato, entre outros, que não foram reconhecidos pela sua realização de qualidade nem pela actuação dos actores intervenientes, mas sim pelo seu ousado conteúdo (nudez). A nova adição a esta colecção é Duas Mulheres, realizado por João Grilo, que se pode dizer mais ou menos semelhante a Call Girl (aliás até conta com uma participação do senhor Nicolau Breyner), mas versão lésbica.

Não se trata dum filme muito difícil de seguir, já que o seu argumento não é muito complexo - embora a atenção do espectador possa ser desviada devido ao surgimento de alguns pares de glândulas mamárias durante longos períodos de tempo, o que poderá dificultar a capacidade de interiorizar certas e determinadas cenas do filme. Mas avançando, trata-se da história duma mulher casada (Beatriz Batarda) (dando ênfase a "casada"), a atravessar uma óbvia crise de meia-idade, que se envolve com uma prostituta de luxo (Débora Monteiro) (pelo menos, é o que ela afirma ser), embora não se saiba bem como, nem o porquê desta relação se iniciar... Paralelamente a este relacionamento extra-conjugal, observa-se também a vida do 'corno' do marido (Virgílio Castelo), que tenta manter a sua posição numa grande empresa e a sua imagem pública, coisa que não corre muito bem já que a sua mulher anda a 'dar umas voltinhas' por fora. Ao descobrir este facto, e na confusão de não saber o que fazer, aparece o mordomo, Joaquim (José Pinto), que se oferece para 'acabar' com o problema. E com o estilo e grandiosidade de um hitman português, Joaquim consegue tirar a prostituta 'da moldura', preservando assim a imagem importante do seu chefe e deixando a mulher com sérios traumas psicológicos.

No geral, e apesar de contar com um elenco bem conhecido do público português, Duas Mulheres está longe de poder ser considerado um bom filme com 'B' maiúsculo, embora não seja algo completamente descartável, sendo, até, de fácil visualização, especialmente numa televisão HD, não vá algum pormenor das estruturas corporais das duas personagens principais escapar a quem o está a ver. A sua visualização pode tornar-se engraçada quando feita com um grupo de amigos - caso contrário, corre o sério risco de adormecer a meio.


IMDb: 5.3/10



sábado, 19 de março de 2011

Tekken (2010): "Vamos mazé andar à porrada, pá!"

"Parece que hoje em dia videojogos é o que está a dar, então porque não fazer um filme sobre um?" - este pensamento tem sido muito comum nos últimos tempos, e a tentativa mais recente de o pôr em prática é Tekken (2009), realizado por Dwight H. Little, que vem trazer grandes momentos de entretenimento e fascínio não só para os fãs deste grande franchise, mas também aos amantes de filmes de acção - quer dizer, pelo menos suponho que fosse esse o objectivo.

Para quem conhece o jogo não deve ser necessário explicar muito sobre as personagens ou a história; para os que estão pela primeira vez a ouvir falar sobre isto, pode-se dizer que seguimos os acontecimentos dum praticante de artes marciais, Jin Kazama, que se envolve num torneio de artes marciais, o Iron Fist, numa tentativa de desvendar os mistérios do seu passado, e de se livrar da terrível maldição ligada à sua família. No meio disto entrelaçam-se também as histórias de mais 20 e tal personagens, incluindo o pai e avô de Jin, Kazuya e Heihachi Michima, respectivamente, todas elas com o objectivo de vencer o torneio. É pena que o filme não siga essa premissa, excepto, claro, nas personagens (pelo menos, nalgumas delas), e que o torneio, em vez de tudo o que é nos videojogos, seja uma típica história de vingança, em que Jin procura punir os responsáveis pela morte da sua mãe. Para o fazer terá que vencer o torneio Iron Fist, e matar Heihachi Michima (que, por acaso, é seu avô, mas ambos desconhecem este facto), o actual presidente executivo da Tekken, a empresa que controla o Mundo.

Tekken é aquele tipo de filme que irá ficar na memória dos fãs, não pela sua imensa qualidade, mas sim pelo facto de ser apenas mais uma adição à prateleira dos filmes que "destruíram a memória de algo precioso". Mas vá, nem tudo está perdido, neste alucinante fracasso ainda se aproveitam certos elementos: as personagens estão caracterizadas de tal maneira, que se pode quase dizer que estão perfeitas, pelo menos no que diz respeito ao vestuário, coisa que já noutros filmes game-based nem se deram ao trabalho de tentar... No que diz respeito às cenas de luta, não há muito a dizer: nem foram boas, nem foram más. Mas tendo em conta que o tema geral disto tudo é andar à pêra, penso que foi uma grande desilusão - vá, não custava nada esforçarem-se mais um pouco - mas, enfim, Tekken é um filme digno de, pelo menos, uma visualização, nem que seja só para dar umas gargalhadas a ver os passos de dança da personagem principal.

Posso afirmar que não é um filme mau o suficiente para se descartar logo à partida, e que até é agradável vê-lo com os amigos, isto, se conseguir esquecer durante 92 minutos que se baseia no jogo. Se estiver aborrecido ou sem nada para fazer, então dispense um pouco do seu tempo e veja por si mesmo.


IMDb: 5.1/10
Rotten Tomatoes: 36% liked it (2.8/5 average rating)




E agora que o Sol (já) brilha lá fora...

... chega-nos Brutal Relax (2010), uma curta-metragem sobre férias, praia, Sol, e... monstros marinhos.



Enjoy!


Matinée: 8.0/10