segunda-feira, 9 de abril de 2012

Drag Me To Hell (2009)

Drag Me To Hell, realizado em 2009 por Sam Raimi, com argumento deste e do seu irmão, Ivan Raimi,  retrata a história de Christine Brown (Alison Lohman), que como profissão gere empréstimos de pequenas empresas e pessoas num banco. Certo dia,  Mrs. Ganush (Lorna Raver), uma senhora de idade cigana visita o banco com o intuito de tratar da hipoteca de sua casa, na iminência de num futuro próximo todos os seus bens serem penhorados devido ao incumprimento dos pagamentos. Mrs. Ganush é atendida por Christine e implora por um terceiro  adiamento do pagamento da hipoteca, mas esta com o intuito de impressionar o patrão de forma a conseguir uma desejada promoção, recusa o adiamento, fazendo com que Ganush perca todos os seus bens. Mais tarde, após abandonar o banco para ir para sua casa, Christine é abordada por Mrs. Ganush que a amaldiçoa por ter recusado o adiamento da hipoteca.

Drag Me To Hell é um filme que contém boas actuações, principalmente por parte das actrizes Lorna Raver e Alison Lohman. Apesar do argumento desta longa-metragem ser um pouco cliché (tendo em conta a quantidade de filmes de terror realizados ao longo do tempo é dificil ser-se original), mas apesar disso é um filme a ter em consideração por parte dos fãs de filmes de terror. Um dos aspectos que mais me intrigou e impressionou neste filme foi o seu fim irónico e totalmente inesperado, algo que no desenrolar do acção seria impensável por parte dos espectadores. No capítulo técnico, as cenas estão bem gravadas e os efeitos sonoros perfeitamente adequados às situações. Um filme que deverá ver definitivamente se é fã deste género.


Título Original: Drag Me to Hell (EUA, 2009)
Realizador: Sam Raimi
Argumento: Sam Raimi, Ivan Raimi
Intérpretes: Alison Lohman, Justin Long, Lorna Raver,
Dileep Rao, Adriana Barraza
Música: Christopher Young
Fotografia: Peter Deming
Género: Terror, Thriller
Duração: 99 minutos




domingo, 8 de abril de 2012

Seconds Apart (2011)

Provavelmente o melhor filme até agora produzido e distribuído pela After Dark Films, Seconds Apart, de Antonio Negret, trás de volta o que se tem vindo a perder ao longo da ultima década nos filmes de terror, o empenho e criatividade que juntos criam algo minimamente credível que deixe um arrepio na espinha. Faz parte da série de oito filmes, After Dark Originals, do qual fazem parte também Husk (2011), de Brett Simmons, e Prowler (2010), de Patrik Syversen.

O filme é sobre dois irmãos gémeos, que possuem poderes telepáticos bastante desenvolvidos, no entanto demonstram atitudes psicopáticas, desde falta de emoções ao completo desprezo pela vida humana. Numa tentativa de compreender as emoções humanas, os irmãos usam os seus poderes para manipular os colegas de escola, mas tudo corre mal quando os colegas começam a morrer de formas duvidosas e há um desentendimento desastroso entre os irmãos.

Seconds Apart tem tudo que uma pessoa poderia querer num filme de terror para ver no fim-de-semana à noite, tem todo o ambiente de suspense necessário e a quantidade perfeita de gore para o género de filme, a juntar a umas boas actuações e uma boa realização. Achei que todo o conceito de gémeos com poderes telepáticos e ambos com uma personalidade psicótica é simplesmente genial e a maneira como os actores transmitiram essa sensação é muito boa, para além disso, há temos também Orlando Jones com um papel muito bem desempenhado de um detective inquebrável com uma vontade de ferro. Há momentos um pouco parados no filme que envolvem muito diálogo inútil e pouco consistente, mas de certa forma até ajudaram a criar toda a preparação para um clímax previsível mas que mesmo assim surpreende.

Obviamente, algo que fãs hardcore do cinema de terror irão gostar, nota-se claramente que é um filme com carácter e não simplesmente uma sequência de hora e meia com chacina a torto e a direito sem qualquer tipo de conteúdo relevante.



Título Original: Seconds Apart (EUA, 2011)
Realizador: Antonio Negret
Argumento: George Richards
Intérpretes: Orlando Jones; Edmund Entin; Gary Entin; Samantha Droke
Música: Lior Rosner
Fotografia: Yaron Levy
Género: Thriller; Terror
Duração: 89 minutos




sábado, 7 de abril de 2012

Source Code (2011)

Colter Stevens: «Christina, what would you do if you knew you had less than one minute to live?»
Christina: «I'd make those seconds count.»

Um homem acorda num comboio confuso em relação à sua identidade. Oito minutos depois, o comboio explode. O homem é Colter Stevens (Jake Gyllenhaal), um piloto da Força Aérea que, através de um programa do exército, é capaz de voltar ao passado durante oito minutos de cada vez. Esta é a premissa básica de Source Code, simplificada ao máximo. Na realidade, a viagem ao passado não é mesmo uma viagem no tempo, antes uma forma de realidade alternativa, o código-base, gerada através dos impulsos eléctricos de um cérebro recentemente falecido. Em teoria, nada pode ser alterado no código-base, cabendo a Colter Stevens procurar pistas no comboio que ajudem a impedir um ataque terrorista na vida real. Na prática, não será bem assim. 

Source Code é um filme em crise de identidade. Ben Ripley, que já havia sido o responsável pelo argumento de filmes como Species III e Species: The Awakening, parece ainda mais confuso do que o espectador em relação à natureza da história (se é que é possível), falhando em lhe dar um final satisfatório. A realização de Duncan Jones e a interpretação de Gyllenhaal vão aguentando o filme, mas não conseguem fazer milagres face a um argumento tão frágil como este. Michelle Monaghan vai aparecendo e desaparecendo, tal como Vera Farmiga e Jeffrey Wright, que só lá estão para fazer número, e porque alguém tinha de atar as pontas soltas fora do alcance de Colter Stevens. As suas interpretações não são más, mas com Gyllenhaal a monopolizar o tempo de ecrã e o destino da película seria complicado fazer melhor. Os efeitos especiais vão melhorando ao longo do filme, com a primeira explosão do comboio a ser, de longe, a menos credível.

Depois de Moon ter abalado meio Mundo, Source Code poderia ter sido a confirmação definitiva de Duncan Jones como um dos melhores realizadores actuais de ficção-científica. É verdade que a coisa não lhe saiu completamente mal, mas quem alia esforços a Ben Ripley não pode esperar um argumento consistente e digno de valor. A confirmação, pelo menos para mim, terá de ser adiada por mais um filme.


Título Original: Source Code (EUA, 2011)
Realizador: Duncan Jones
Argumento: Ben Ripley
Intérpretes: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Michael Arden
Música: Chris Bacon
Fotografia: Don Burgess
Género: Acção, Ficção-Científica, Thriller
Duração: 93 minutos



segunda-feira, 2 de abril de 2012

The Hunger Games (2012)

Tive o desejo incontrolável de ir ver o filme desde que estreou, não por ser fã dos livros (nem os conhecia antes) mas porque achei que se seria uma história até bastante interessante, mas acabou por não ser tão satisfatório quanto pensava. The Hunger Games, de Gary Ross, é fundamentalmente mais uma adaptação de um romance que não me pareceu atingir o seu potencial máximo.

Numa sociedade pós-apocalíptica, a nação é dividida em doze distritos e o Capitólio. Os líderes da nação sorteiam dois tributos de cada distrito, uma rapaz e uma rapariga, para participarem num jogo de sobrevivência onde apenas um tributo sai vitorioso. Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e Peeta Mellark (Josh Hutcherson) são os tributos do Distrito 12 do 74º Hunger Games, e estão prestes a enfrentar um teste que vai por à prova a vontade de viver de cada um.

Não cheguei a ler os livros, por isso fui ver o filme de mente aberta mas também com boas expectativas e acabei por, no final, suspirar um 'meh'. Acabou por não ser tão divertido quanto achava que seria, é simplesmente um filme razoável mas com várias falhas, tanto técnicas como a nível de história e situações, as quais espero não terem sido recriadas tal e qual como no livro, senão nem o livro tenciono ler. As actuações são boas, não me posso queixar, no entanto o trabalho de câmera é estranho, muito mexido em partes que deveria ser estagnante e por vezes para um pouco excessivo. Toda a história é contada com bastantes lapsos ao longo do filme, o que afecta todo o desenvolvimento das personagens, que causam pouco impacto no público por essa mesma razão, e existem mudanças de carácter de personagens que acabam por ser um pouco confusas e pouco explicadas.

Em geral, apenas mais uma adaptação que visa o sucesso nas bilheteiras ao atrair os jovens adolescentes, tal como a saga Twilight, tanto os livros como os filmes, que mesmo com uma história chata e redundante continua a ser um sucesso misterioso, The Hunger Games, infelizmente, irá seguir pelo mesmo caminho, acabando por denegrir todo o seu potencial, o que é algo indesculpável. Os fãs dos livros poderão gostar do filme, enquanto que os restantes que não esteja tão familiarizados será apenas mediano.


Título Original: The Hunger Games (EUA, 2012)
Realizador: Gary Ross
Argumento: Gary Ross; Suzanne Collins; Billy Ray
Intérpretes: Jennifer Lawrence, Willow Shields; Josh Hutcherson; Woody Harrelson
Música: T-Bone Burnett; James Newton Howard
Fotografia: Tom Stern
Género: Acção; Ficção-Científica; Drama
Duração: 142 minutos



domingo, 1 de abril de 2012

The Green Hornet (2011)

The Green Hornet, retrata a história de Britt Reid (Seth Rogers), um irresponsável de 28 anos que não tem qualquer rumo na vida, cujo pai, por contraste, é o presidente do periódico The Daily Sentinel. Após a morte do seu pai, Britt ocupa o seu cargo e decide despedir todos os funcionários para depois readmitir Kato (Jay Chou), o ex-empregado do falecido. Após Britt e Kato apanharem uma bebedeira decidem tornar-se numa espécie de vigilantes contra o crime.

O filme tem um argumento algo fraco, com a história a avançar demasiado depressa, podendo baralhar os espectadores mais desatentos. Um dos únicos aspectos bons de The Green Hornet é o pequeno papel desempenhado por Christoph Waltz que, por momentos, conseguiu tornar o filme interessante e cómico. Uma coisa é certa: para um filme de comédia, The Green Hornet gera risos na audiência, mas, infelizmente, pelas razões erradas.

Resumindo e concluindo, The Green Hornet é simplesmente um filme que foi realizado exclusivamente para obter lucros, com bons efeitos especiais, mas não  muito mais do que isso. Siga o meu conselho e não o vá ver ao cinema, é perfeitamente dispensável e a sua carteira agradece.



Título Original: The Green Hornet (EUA, 2011)
Realizador: Michel Gondry
Argumento: Seth Rogen, Evan Goldberg (baseado nos programas de rádio de George W. Trendle)
Intérpretes: Seth Rogen, Jay Chou, Cameron Diaz,
Tom Wilkinson, Christoph Waltz
Música: James Newton Howard
Fotografia: John Schwartzman
Género: Acção, Comédia, Crime
Duração: 119 minutos