domingo, 6 de maio de 2012

Citações: "Sucker Punch"

«If you don't stand for something, you'll fall for anything.»
Wiseman

«For those who fight for it, life has a flavor the sheltered will never know.» 
Wiseman

E a melhor:

«Don't ever write a check with your mouth you can't cash with your ass.» 
Wiseman

Scott Glenn como Wiseman, o grilo falante de Babydoll em Sucker Punch.

Sucker Punch (2011)

Sucker Punch foi, antes de tudo, um prodígio do marketing. Meses antes de ter estreado já tinha conquistado a sua própria legião de fãs e à data da sua estreia, no final de Março, já era apelidado de «o filme mais esperado do ano». Com tanto trailer, poster e curta-metragem (sim, até curtas-metragens relacionadas com o filme foram disponibilizadas ao público antes do produto principal) era difícil não ficar com as expectativas em alta em relação à película. O pior é que as expectativas elevadas normalmente andam de mãos dadas com uma monumental desilusão, e Sucker Punch não conseguiu escapar a esse triste fado.

Não é a primeira vez que Snyder aproveita mal um dos seus filmes, ou, pelo menos, o seu conceito. Em Sucker Punch o principal problema é o quinteto de protagonistas. Na sua maioria composto por fracas actrizes de poucos recursos dramáticos, a sua interpretação nunca chega a convencer. Emily Browning e Jena Malone ainda se vão safando, já Vanessa Hudgens, longe do seu público habitual, é, discutivelmente, a pior das cinco. Os restantes vão aparecendo quando precisam de aparecer, e tentam, acima de tudo, não interferir em demasia com o filme.

No pólo oposto, os aspectos técnicos da película. A mistura entre fotografia e CGI é deslumbrante, ao ponto de quase fazer esquecer as lacunas da fita. O mesmo se aplica à banda sonora. Com enorme ênfase em "quase". Quase. Snyder teve mais olhos do que barriga, e tentou fazer mais do que a sua capacidade e talento lhe permitem. Na memória ficam as sequências de acção, as fantasias de Babydoll e pouco mais. O que sobra é facilmente olvidável.


Título Original: Sucker Punch (EUA/Canadá, 2011)
Realizador: Zack Snyder
Argumento: Zack Snyder, Steve Shibuya
Intérpretes: Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens, Jamie Chung, Carla Gugino, Oscar Isaac, Scott Glenn, Jon Hamm
Música: Tyler Bates, Marius De Vries
Fotografia: Larry Fong
Género: Acção, Fantasia, Thriller
Duração: 110 minutos


sábado, 5 de maio de 2012

Matinée no Facebook

Para os mais distraídos, o Matinée Portuense já tem página no Facebook. Agora podem-nos seguir mais de perto e estar a par das últimas novidades do Mundo do cinema sem nunca saírem da vossa rede social favorita. É só clicar em "gosto", pessoal.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Protejam os pescoços!

Já falta pouco para os vampiros voltarem a cair nas boas graças do cinema. Pelo menos é o que por aqui se espera. Dark Shadows, de Tim Burton, estreia dia 10 de Maio.

Insidious (2010)

Cresci com filmes de terror. Também é verdade que, salvo raras excepções, cresci a vê-los tornarem-se cada vez piores com o passar do tempo. Longe vão os tempos do terror puro e duro, capaz de tirar o sono aos mais novos durante semanas e fazer os mais corajosos pensar duas vezes antes de decidirem ver outra produção do género. O que a malta quer hoje em dia é terror leve e inconsequente, sem grandes sobressaltos nem sustos.

Insidious não foge muito a essa norma. Nem seria esse o seu objectivo, a avaliar pela forma que foi pensado. Estórias sobre assombrações há muito que não são novidade, e, infelizmente, o tratamento dado a esta não foi o melhor possível. A realização de James Wan também terá ficado longe da ideal, juntando a um início pouco cativante um desenvolvimento frouxo, com uma acção demasiado linear e previsível. No capítulo artístico a conversa não é muito diferente. Patrick Wilson e Rose Byrne por esta altura dispensarão quaisquer apresentações (mais ele do que ela), mas não foram talhados para estas andanças. Se a um argumento fraco somarmos uma realização inadequada e um par de protagonistas incapazes de agarrar a fita sobra pouco do filme para se gostar. É esse o maior problema de Insidious.

A sensação que fica é que Insidious poderia ter resultado melhor como um filme de terror independente, longe dos grandes estúdios e orçamentos. É irónico que um filme de terror sobre o sono seja incapaz de me tirar o meu. Mas parece que é esse o caminho deste novo cinema de terror. As insónias, essas, guardo para Tim Curry e a sua maquilhagem de palhaço - isso sim, meus caros, é terror!


Título Original: Insidious (EUA/Canadá, 2010)
Realizador: James Wan
Argumento: Leigh Whannell
Intérpretes: Patrick Wilson, Rose Byrne, Ty Simpkins,
Lin Shaye, Leigh Whannell, Angus Sampson
Música: Joseph Bishara
Fotografia: David M. Brewer, John R. Leonetti
Género: Terror, Thriller
Duração: 103 minutos