Na semana em que Joy chega às salas portuguesas, as Sunday Stills regressam com SILVER LININGS PLAYBOOK (2012), também de David O. Russell, e também protagonizado por Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. Problemas de raiva, luto e danças de salão.
domingo, 10 de janeiro de 2016
EM CARTAZ | "Joy"
Começamos a percorrer a estrada dourada dos Oscars com JOY, de David O. Russell. Nesta edição de EM CARTAZ analisamos a grande estreia da semana numa conversa a três.
Será Joy um filme-veículo para Jennifer Lawrence? E onde é que anda Bradley Cooper? Respostas a essas, e outras, questões no vídeo.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
EM CARTAZ | "Star Wars: The Force Awakens"
Eis que finalmente surgem as novidades há muito prometidas!
O Matinée Portuense estreia o seu primeiro segmento audiovisual, e logo com um dos filmes mais antecipados do ano que agora termina. O painel reuniu-se em plenário para discutir STAR WARS: THE FORCE AWAKENS (EUA, 2015), de J. J. Abrams, o sétimo episódio da saga? Será Kylo Ren o melhor vilão da Galáxia? O Harrison Ford ainda se mexe bem? E, afinal, não será Poe Dameron uma encarnação de um outro piloto? Isso, e muito mais, neste primeiro EM CARTAZ.
Brevemente, novos vídeos (e mais segmentos!). Até lá, sempre podem subscrever o canal.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Star Wars: The Light
"a long time ago in a galaxy far, far away..."
Em 1977, George Lucas deu vida ao que é hoje um dos maiores e mais influentes franchises no mundo do cinema, Star Wars. Um épico de fantasia e ficção cientifica, segue as aventuras de Luke Skywalker, Leia Skywalker, Han Solo e Chewbacca, acompanhados por dois droides, C-3PO e o seu companheiro arteiro R2-D2, juntos ajudam os Rebeldes na luta contra a opressão do Império Galáctico e os temiveis Sith, Darth Vader e o Imperador Darth Sidious. Uma história que já não precisa de apresentações, tão bem arraiada na nossa cultura que dificilmente haverá alguém que não a conheça. As personagens icónicas, os conceitos fantasiosos e as músicas inesquecíveis já parecem estar presentes diariamente. Quando é que Star Wars se tornou um nome tão familiar?
A influência de Star Wars no mundo cinematográfico é indiscutível, impulsionou o uso regular de efeitos especiais em grandes produções. Uma mistura perfeita de ficção cientifica e fantasia segura pelas costuras por uma banda sonora inconfundível, composta por John Williams, provavelmente, o ponto mais alto da experiência que os filmes proporcionam. A música nunca mal direccionada, acentuando o contraste sempre presente na historia e criando tensão ou alivio sempre que necessário. Uma sinfonia e efeitos visuais e sonoros impressionantes dão vida à verdadeira essência desta epopeia, tão bem concebida que quebrou o estigma das sequelas e ajudou criar o modelo da trilogia cinematográfica que nos é tão familiar hoje em dia. Mostrando ser possível a produção de um franchise com qualidade gradualmente superior e lucros incríveis, ainda mais com o merchandise associado, brinquedos, roupa, até loiça para nomear alguns.
Se falo de Star Wars não falo apenas do que foi, mas do que é e tem sido desde o inicio, um universo em constante desenvolvimento. O que temos depois dos filmes é uma visão mais pormenorizada da galáxia, através dos olhos de muitos outros artistas e entusiastas que contribuíram para a expansão do universo que George Lucas imaginou, com bandas desenhadas (Dark Horse; Marvel), séries de TV (Star Wars: Clone Wars: Star Wars Rebels, etc) e video jogos (Knights of the Old Republic; Star Wars: The Old Republic) com mais histórias, personagens e aventuras que ainda hoje nos entretêm. Talvez aqui esteja o forte deste franchise, na sua escala astronómica, nunca estamos presos a um conjunto finito de possibilidades, personagens, tudo com um inevitável fim - não. Há toda uma galáxia de planetas, diferentes raças e aventuras ao longo de milhares de anos, com uma história que facilmente se estende para lá da nossa esperança de vida, e para mim será sempre esse o fascínio.
Certamente, Star Wars não são apenas os filmes, mas sim tudo o que deles foi gerado e apenas uma coisa acaba por dar origem aos meios para que tudo isto seja possível, a grande conquista, o legado de Star Wars são, fundamentalmente, os fãs. Com uma lealdade voraz, acho que não haverá uma base de fãs tão numerosa e impaciente para produtos de ficção, e graças a esta incrível demanda e a aquisição da Lucasfilm por parte da Walt Disney, no final de 2012, Star Wars regressa ao grande ecrã dia 17. Será o inicio de uma nova trilogia e um possível conjunto de spin-offs, resta saber se haverá redenção pela trilogia dos anos 2000 ou se nos esperam dias negros. No entanto, uma coisa é certa, as salas vão encher.
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
É Natal
Narizes a pingar, camisolões de lã, luvas, gorros, mantas nos sofás, lareiras acesas, os Aliados iluminados - não há como enganar, já é Natal. Tempo de família e dos presentes, de bem-aventurança entre os homens. E de Cinema, de Cinema do bom e do melhor, como não poderia deixar de ser.
Pois bem, nós também temos os nossos presentes, de nós para os outros, de cá para o amigo leitor. E como o Natal é época de partilha, o que vai deste embrulho não poderia deixar de ser os nossos filmes de Natal que, por um motivo ou outro, por todos ou por nenhum, queremos (e gostamos) de partilhar. Filmes de Natal, que não conseguimos ver noutra altura do ano senão nesta. Leituras leves, esporádicas e episódicas, para ler antes, durante ou depois da consoada, sobre as obras que trazem à memória da redacção o cheiro a rabanadas e a aletria. Bom Natal!
GREMLINS, de Joe Dante (EUA, 1984)
A minha tradição natalícia sempre foi muito consistente, uma casa cheia de familiares, uma mesa de jantar recheada de guloseimas e a ânsia pelas prendas, escondidas no armário e debaixo da cama. No entanto, o mais esperado era as programações de Natal da TV, dias 24 e 25 repletos de filmes, das 3 da tarde até à meia-noite. Relembro agora Mousehunt, Home Alone e Problem Child, três filmes com lugares marcados no Natal, mas nenhum tão marcante como GREMLINS. Algo nos pequenos monstros parecia cativar a família toda, talvez o único filme que todos viam do inicio ao fim.
Uma história sobre responsabilidade e as repercussões que advêm de quebrar certas regras. Gremlins proporcionam momentos de diversão face às travessuras caóticas, numa época onde todos temos de ser bem comportados. O óptimo balanço entre comédia e terror torna impossível não simpatizar-mos com as pequenas bestas. Certamente o meu filme de natal predilecto, filme que irei revisitar amanhã acompanhado pela família e uma travessa de aletria.
Wladimir Jr. Ribeiro
HOW THE GRINCH STOLE CHRISTMAS, de Ron Howard (Alemanha/EUA, 2000)
Chegada a época natalícia, é difícil esquecer um filme tão carregado de símbolos natalícios como HOW THE GRINCH STOLE CHRISTMAS, de Ron Howard, uma comédia de fantasia adaptada do livro de Dr. Seuss. Na terra de Whoville habitam os Whos que adoram o Natal, no entanto, fora da cidade vive o Grinch, uma criatura que o odeia e engendra vários planos para o roubar.
É difícil não sentir compaixão pelo vilão Grinch, certamente devido à qualidade da representação de Jim Carrey, que, ironicamente, acaba por roubar o filme também, transformando-o numa hilariante comédia para ver em família.
João Nuno Pratinha
IT'S A WONDERFUL LIFE, de Frank Capra (EUA, 1946)
Chega o Natal e pareço logo um disco-riscado: mas qual Home Alone, qual quê, é preciso é ver o IT'S A WONDERFUL LIFE! E é preciso vê-lo urgentemente, não vá a quadra esfumar-se sem que haja a oportunidade de o (re)encontrar, fazendo-nos esperar pelo próximo ano. Que isto de ver filmes de Natal fora de época não tem jeitinho nenhum - e para os restantes onze meses haverá outros tantos Capras, cada qual mais belo do que o anterior, mas nenhum tão belo quanto este. A estória já todos a conhecem de cor, mas vale a pena recordar (e resumir): George Bailey (o incontornável James Stewart) é um homem tão bom, mas tão bom, que todos fazem dele gato-sapato, principalmente o diabólico Mr. Potter de Lionel Barrymore. Até que, ao perder o seu dinheiro, se decide mandar de uma ponte e conhece Clarence, um anjo de segunda, que lhe recorda tudo o que há de bom na vida (e tudo o que haveria de pior, não fossem homens como ele).
George/Jimmy é - e os protagonistas de Capra são-o todos à sua maneira - o melhor dos homens, profundamente marcado pelo Humanismo do italo-americano. Sacrificando tudo o que é seu pelos amigos (e não seremos todos amigos de George?), é quando se prepara para sacrificar o que de último tem, a vida, que se apercebe que o sacrifício não tira apenas, também dá - e já cantava Johnny Cash «The wealthiest person is a pauper at times, compared to the man with a satisfied mind». É esse o presente maior de It's a Wonderful Life, panaceia para todas as dores do ano, todo o Cinema desse grande senhor, docemente embrulhado, e muito bem embrulhado, por sinos, anjos e, sobretudo, gente que nos ama como só Capra nos foi capaz de amar. «Remember, George: no man is a failure who has friends» - é uma vida maravilhosa, lá isso é.
António Tavares de Figueiredo
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