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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Filme do Mês #7

Todos os meses, o filme com estreia - comercial - nacional que melhor pontuação recebeu da redacção do Matinée Portuense, e o que por cá se escreveu sobre ele.

Novembro, 2014

Depois do longo intervalo, voltamos a escolher como Filme do Mês uma obra de Richard Linklater. Desta feita, é BOYHOOD a merecer a distinção. A crítica - e as nove câmaras vermelhas - pertence a Tiago Rocha.
 

«Richard Linklater ousa deliciar-nos com 12 anos de vivências sem flashbacks, grandes adornos ou efeitos especiais. Uma década (e mais uns trocos) do progresso das personagens, não só enquanto elementos figurativos extrapolados da criatividade de uma mente brilhante (que é a de Linklater), mas também das personagens enquanto actores, representações reais do mundo objectivo.» (TR)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Filme do Mês #6

Todos os meses, o filme com estreia - comercial - nacional que melhor pontuação recebeu da redacção do Matinée Portuense, e o que por cá se escreveu sobre ele.

Junho, 2013

Em Junho, votámos pelo reencontro. Do Amor, do Sol, da maresia. E o de Celine e Jesse connosco (o espectador). BEFORE MIDNIGHT, de Richard Linklater, foi o primeiro filme do ano a conseguir a pontuação perfeita. As dez câmaras vermelhas foram-lhe dadas por António Tavares de Figueiredo.


«Tento resolver a questão central que BEFORE MIDNIGHT coloca: será possível ser-se fiel (ao outro, a nós) sem, no entanto, o ser? Não consigo encontrar a resposta. Sei apenas que, a acabar na Grécia, o mais trágico dos destinos - e, voltando ao tal almoço grego, já lembrava um dos convivas que foram os gregos a inventar a Tragédia -, não podia pedir melhor conclusão para a história de Jesse e Celine. Mas a porta, essa, ficou aberta a um novo reencontro. Por agora...» (ATF)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Filme do Mês #5

Todos os meses, o filme com estreia - comercial - nacional que melhor pontuação recebeu da redacção do Matinée Portuense, e o que por cá se escreveu sobre ele.

Maio, 2013

Ainda não foi desta que conseguimos seguir as estreias comerciais com a atenção desejada. Ainda assim, dos filmes vistos, poucos foram os que desiludiram a redacção. Gangsters coloridos, festas desmedidas, passados revisitados e passeios pelos montes. Feito o resumo do mês, SPRING BREAKERS, de Harmony Korine, que, com as suas nove câmaras fluorescentes, levou para casa o título mensal.

«Por não se poder esconder a vacuidade dos comportamentos - porque, efectivamente, não há ali nada senão o hedonismo histriónico de umas spring breaks alimentadas a alucinogénicos -, tenta-se atribuir-lhes um sentido qualquer, metralhando máximas pseudo-filosóficas que, a cada reprodução, se vão esvaziando do seu significado.» (ATF)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Filme do Mês #4

Todos os meses, o filme com estreia - comercial - nacional que melhor pontuação recebeu da redacção do Matinée Portuense, e o que por cá se escreveu sobre ele.

Abril, 2013

Abril passou sem nos dar a oportunidade de seguir com atenção o circuito comercial. Poucos filmes vistos e ainda menos comentados. Contas feitas, LOS AMANTES PASAJEROS, a comédia aeronáutica de Pedro Almodóvar, foi a obra que melhor pontuação recebeu dos redactores do blog. Oito câmaras voadoras e mais uma crítica do António Tavares de Figueiredo.

«LOS AMANTES PASAJEROS abraça, em toda a sua despreocupação, a pulsão idiossincrática de Almodóvar, a vontade de transgredir convenções sociais ultrapassadas. Existissem mais filmes assim, tão dados ao nonsense do Cinema em si, e o Mundo seria um lugar melhor. Se não, pelo menos um mais feliz.» (ATF)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Filme do Mês #3

Todos os meses, o filme com estreia - comercial - nacional que melhor pontuação recebeu da redacção do Matinée Portuense, e o que por cá se escreveu sobre ele.

Março, 2013

Se já no mês passado nos queixávamos por aqui da falta de tempo para seguir as estreias comerciais - pelo menos, da maneira que gostaríamos -, em Março a disponibilidade não aumentou. Em semanas de festivais, retrospectivas e viagens - de barco, comboio, avião, e até mesmo mentais e temporais -, a redacção atribuiu a A ÚLTIMA VEZ QUE VI MACAU, de João Pedro Rodrigues, João Rui Guerra da Mata, a melhor pontuação de Março: nove das nossas melhores câmaras vermelhas, bem polidas, para combinarem com o sapato perdido por Candy. António Tavares de Figueiredo assina a crítica.

«O documentário que não o é - mas que poderia tê-lo sido, olhando para a curta ALVORADA VERMELHA - e o noir sem enchimento: João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata manejam habilmente as regras e expectativas, filmando uma terra que, existindo, não passa de uma ilusão. E que, exactamente por ser uma miragem - com os néons, os casinos, os fogos-de-artificio, o exotismo de uma figura que dá pelo nome de Madame Lobo e as gaiolas douradas -, custa ainda mais a abandonar.» (ATF)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Filme do Mês #2

Todos os meses, o filme com estreia - comercial - nacional que melhor pontuação recebeu da redacção do Matinée Portuense, e o que por cá se escreveu sobre ele.

Fevereiro, 2013

Fevereiro veio e foi-se como sempre o faz. O mês mais curto do ano é sempre um dos mais difíceis de equilibrar para os redactores do Matinée, obrigados a dividirem-se entre exames, estreias comerciais e a preparação do maior festival de Cinema do Porto. Assim, e com algumas críticas atrasadas - das quais a ausência mais notável será, porventura, a de THE MASTER, de Paul Thomas Anderson -, a escolha do mês foi BEASTS OF THE SOUTHERN WILD, de Benh Zeitlin, com oito câmaras. A crítica pertence a António Tavares de Figueiredo.

«Benh Zeitlin encontrou uma forma de filmar a pobreza nos EUA diferente da de cineastas como David Gordon Green - que entretanto se mudou para os subúrbios -, Debra Granik, ou até William Friedkin com o seu KILLER JOE, sem, no entanto, lhe retirar o devido peso dramático. A fábula que aqui se constrói encontra expressão na sua câmara trémula, consumando-se - como, por exemplo, naquele magnífico prólogo - num autêntico espectáculo visual.» (ATF)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Filme do Mês #1

Todos os meses, o filme com estreia - comercial - nacional que melhor pontuação recebeu da redacção do Matinée Portuense, e o que por cá se escreveu sobre ele.

Janeiro, 2013

A escolha de Janeiro recaiu sobre DJANGO UNCHAINED, de Quentin Taratino. A crítica coube ao Wladimir Jr. Ribeiro, que, entusiasmado com a violência cartoonesca do norte-americano, decidiu atribuir-lhe nove das nossas melhores câmaras vermelhas.

«DJANGO UNCHAINED é divertido de ver, facilmente nos apercebemos que muitos dos actores também se divertem nos papeis que desempenham, uma junção de comédia sem consideração por quem possa ofender, acção sangrenta e destrutiva e uma pitada de romance e heroísmo. Nem todos poderão apreciar o filme pelo que ele realmente é, uma crítica assertiva a uma das épocas mais cinzentas dos Estados Unidos, e poderão ficar ligeiramente ofendidos.» (WJR)