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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

The Woman in Black (2012)

THE WOMAN IN BLACK, de James Watkins, tenta dar nova vida a um género quase morto, com um ambiente gótico e antigo que demonstra ser eficaz no aumento da tensão e suspense. Com Daniel Radcliffe no papel principal, mostra-nos como o jovem actor amadureceu desde a saga de Harry Potter, ainda que não seja no seu potencial máximo.


Arthur Kipps (Daniel Radcliffe), um advogado e pai víuvo, é enviado para tratar de assuntos legais relativos à mansão Eel Marsh. Logo de inicio não bem aceite na vila onde fica hospedado e após ver uma mulher misteriosa nas redondezas da mansão coisas assombrosas começam a acontecer às crianças da vila.

Uma típica história de fantasmas que, surpreendentemente, pouco desenvolvimento tem. O foco excessivo em tentar assustar o público não deixa espaço para qualquer tipo de enredo misterioso. Nem os desempenhos por parte do elenco têm ênfase suficiente para tornar tudo mais interessante, com diálogos reduzidos e participações que pouco ou nada acrescentam ao que se passa. Todos os cenários me pareceram pouco significantes, quando a sua obscuridade deveria realçar o ambiente sombrio de um filme do género. Num modo geral, poucas são as coisas que realmente brilham neste filme, nomeadamente todo o estilo gótico da casa de Eel Marsh, onde grande parte da acção se passa, que poderia ter sido mais explorada. Depois temos Radcliffe, que parece empenhado no seu papel mais sério de um advogado viúvo e pai solteiro que corre o risco de vir a ser despedido, uma personagem que mesmo sendo o protagonista parece que apenas está lá para contar a história do espírito que assombra a aldeola e pouca importância dão ao seu próprio desenvolvimento pessoal.

Não se perde muito em The Woman in Black, se gostarem de estar constantemente agarrados à cadeira com a antecipação do próximo susto, então este será o filme para vocês. No entanto, se procuram algo com mais profundidade e mais coeso, então talvez não será a melhor escolha, pois tal como a mansão Eel Marsh, este filme é extremamente enevoado.


Título Original: The Woman in Black (Reino Unido/Canadá/Suécia, 2012)
Realizador: James Watkins
Argumento: Jane Goldman (baseado no romance de Susan Hill)
Intérpretes: Daniel Radcliffe; Ciarán Hinds; Jessica Raine; Liz White; Daniel Cerqueira; Misha Handley
Música: Marco Beltrami
Fotografia: Tim Maurice-Jones
Género: Terror, Thriller
Duração: 95 minutos


sexta-feira, 23 de março de 2012

In The Dark Half (2012)

Um estreia muito fraca no grande ecrã por parte de Alastair Siddons. In The Dark Half é aquele tipo de filme que deixa o público com um grande vazio, um desejo por algo mais e que nunca conseguirá dar. De certeza uma das grandes desilusões do Fantasporto 2012.

Marie (Jessica Barden), uma jovem de 15 anos com uma aparente personalidade perturbada, tenta satisfazer os espíritos da terra ao criar uma espécie de santuário onde enterra os animais mortos pelo seu vizinho, Filthy (Tony Curran), que vive com o seu filho Sean. Uma noite, Sean morre subitamente enquanto Marie tomava conta dele visto que Filthy tinha ido caçar, este acaba por entrar numa depressão profunda e Marie culpa-se por não ter conseguido controlar os espíritos, que acha serem os responsáveis. A partir daqui tudo se desenvolve à volta da relação que Filthy e Marie criam um com o outro, a relação pouco afectiva entre Marie e a mãe e os acontecimentos assombrosos que acontecem após a morte de Sean.

Ao príncipio pode não parecer mas todo o argumento não é muito imaginativo e a sinopse pode ser bastante enganadora. A falta de originalidade em toda a concepção do filme destrói por completo toda a experiência, desde cenas pouco ou nada explicativas em relação a certos acontecimentos a momentos confusos e um pouco aleatórios, isto faz com que se perca um pouco o valor de algumas das actuações, nomeadamente a de Jessica Barden. Todo o ambiente de drama ofusca as situações de terror que tenta atingir em partes, deixando o público um pouco confuso face ao que está a visualizar, assim como certos aspectos do tema misterioso que é o dos espíritos, que nunca chega a ser explicado com clareza, tem umas referências aqui  acolá mas desaparece passado uns minutos. A juntar ao argumento pouco original e claro a realização também não é muito satisfatória, algo que não merece desculpa mesmo face ao baixo orçamento do filme, algo entre as 300.000£.

Não chega a ser completamente inapreciável, até é algo que se vê e a mensagem é passada, mas como já disse deixa um vazio enorme no público e podem haver pessoas, claro, que fiquem bastante insatisfeitas e o odeiem, no entanto não acho que seja nada de muito aterrador ou aborrecido. Para quem gostar de mistérios e filmes de fantasmas penso que não perderão nada em vê-lo, esteve no Fantasporto em regime de antestreia e deve estrear algures ainda este ano.


Título Original: In The Dark Half (Reino Unido, 2012)
Realizador: Alastair Siddons
Argumento: Lucy Catherine
Intérpretes: Jessica Barden; Tony Curran; Lyndsey Marshal
Música: Dan Jones
Fotografia: Neus Ollé-Soronellas
Género: Thriller; Mistério
Duração: 90 minutos