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sábado, 20 de julho de 2013

CCOP - Top de Junho de 2013


ANTES DA MEIA-NOITE, filme que completa a trilogia das personagens Jesse e Celine, foi considerado o melhor filme do mês de Junho. Mas não só. Com 8,82 de classificação média (especialmente impressionante agora que deram entrada seis novos membros no CCOP), o filme tem entrada directa para o primeiro lugar do top anual. Entre todos os filmes já votados pelo CCOP, ANTES DA MEIA-NOITE recebeu a décima segunda maior classificação de sempre, a mesma conseguida por BLADE RUNNER (1982). Se comparamos com o ano passado, é uma nota apenas ligeiramente inferior à do líder de 2012: Tabu, que foi classificado com a nota média de 8,89. Os filmes que completam o pódio de Junho são ambos escandinavos: o sueco À PROCURA DE SUGAR MAN (vencedor do Óscar 2013 de Melhor Documentário), que deu entrada directa no décimo lugar do top anual e o norueguês HEADHUNTERS - CAÇADORES DE CABEÇAS. Nota para a reposição em sala do clássico de 1953, ATÉ À ETERNIDADE, com a média de 7,73.


Para conhecer os restantes filmes do top mensal e as entradas e saídas do top anual, basta consultar o site oficial do CCOP aqui

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Oscars 2013, as nossas escolhas

Com a noite dos Oscars a aproximar-se - é já na madrugada de domingo para segunda -, ficam alguns pensamentos sobre os prémios e a cerimónia. Depois de um ano sem muita incerteza - e em que Max von Sydow, aquele actor fenomenal, perdeu mais uma estatueta -, 2013 pode trazer consigo algumas surpresas.

Não arriscando previsões, eis alguns dos favoritos da redacção para as principais categorias:

  • Melhor Filme: face à (forte) possibilidade de ganhar ARGO ou LINCOLN - os mais academistas dos nomeados -, por cá não conseguimos deixar de pensar em AMOUR ou até mesmo em DJANGO UNCHAINED. A ter de escolher apenas um - e ainda bem que não temos -, iríamos para a obra de Haneke. Lamentamos, Tarantino.

  • Melhor Actor Principal: Denzel Washington aguentou um filme comezinho às costas, Cooper mostrou alguma - mais do que esperávamos - profundidade, Phoenix teve uma interpretação bem acima da média. Mas há um senhor chamado Daniel Day-Lewis que se tornou impossível de ignorar; por nós - e arriscamos que pelos membros da Academia também -, a estatueta seria dele.

  • Melhor Actriz Principal: Jessica Chastain ou Jennifer Lawrence devem levar o prémio para casa; e ninguém estranharia se Naomi Watts - toda esfarrapadinha - o ganhasse. Entre nós, Emmanuelle Riva merecia o prémio. Mas não apostaríamos o nosso dinheiro nisso.

  • Melhor Actor Secundário: Christoph Waltz ou Tommy Lee Jones? - a questão a que muitos têm reduzido a categoria pode muito bem não ser assim tão simples. Isto porque constam igualmente da lista nomes como os de De Niro, Arkin e Seymor Hoffman. Das estatuetas de interpretação, de longe a mais nivelada. De qualquer maneira, o nosso voto vai para Waltz.

  • Melhor Actriz Secundária: Amy Adams, Sally Field e Helen Hunt tiveram um bom ano, com interpretações muito sólidas. Mas Anne Hathaway roubou todas as atenções com os seus breves minutos em LES MISÉRABLES. E a Academia deve concordar connosco nesta.

  • Melhor Realizador: sem Bigelow, PTA ou Tarantino - e, já agora, Affleck, que tem varrido prémios neste departamento -, sobram cinco candidatos muito dignos e uma enorme dor de cabeça para os membros da Academia. Há de tudo, do academismo à irreverência. Para nós, contudo, a decisão não seria difícil: Haneke conseguiu estar um degrau acima de todos os outros. Dos que constam dos nomeados, e dos que ficaram de fora.

  • Melhor Argumento Original: outra categoria complicada de prever. Se gostámos do argumento de obras como AMOUR ou MOONRISE KINGDOM, não nos imaginamos, no entanto, a escolher outra que não DJANGO UNCHAINED. Nesta damos razão a Tarantino.

  • Melhor Argumento Adaptado: podemos dar o prémio a Lucy Alibar e Benh Zeitlin por BEASTS OF THE SOUTHERN WILD? Nós até o dávamos, mas a Academia pensa, quase de certeza, noutros nomes. David O. Russell ou Chris Terrio devem ganhar um homenzinho dourado. E ninguém ficaria surpreendido se Kushner o levasse para casa. Mas a nossa escolha seria outra.

  • Melhor Filme de Animação: para nós, uma das mais fáceis. PARANORMAN seria a nossa escolha, de caras. Mas quando há Burton e a Pixar igualmente nomeados, a nossa escolha revela-se difícil de cumprir.

  • Melhor Filme Estrangeiro: Pablo Larraín apresentou o seu melhor filme - NO - até ao momento. Mas se escolhermos AMOUR para Melhor Filme, achamos que devemos levar a nossa escolha até ao fim. Por isso, um Oscar para a Áustria, se faz favor.

  • Melhor Direcção de Fotografia: outra categoria muita equilibrada. Directores de fotografia como Robert Richardson, Janusz Kamiński e Roger Deakins merecem a estatueta. Mas a nossa decisão Jfinal seria entre Claudio Miranda - e o seu trabalho no Digital em LIFE OF PI - e Seamus McGarvey, por ANNA KARENINA. Como não podem - ou antes, não devem - ganhar os dois, dávamos o prémio a McGarvey.

  • Melhor Banda Sonora Original: John Williams - apesar do magnífico trabalho em LINCOLN - deverá perder novamente. A Academia deve escolher Mychael Danna. E nós aceitamos.

Amanhã todas as dúvidas se dissiparão com a coroação dos vencedores de mais um ano.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Amor

O Amor, ai, o Amor. Pode até ser lamechas e todo fofinho, mas faz bem e deixa-nos alegres. E nós - leia-se, os da redacção - também precisamos de Amor. Por isso, lá seleccionamos dez filmes para ver no catorze do dois, a sós ou acompanhados.

SUNRISE: A SONG OF TWO HUMANS (1927), de F.W. Murnau

IT HAPPENED ONE NIGHT (1934), de Frank Capra

CASABLANCA (1942), de Michael Curtiz

BREAKFAST AT TIFFANY'S (1961), de Blake Edwards

LES PARAPLUIES DE CHERBOURG (1964), de Jacques Demy

MANHATTAN (1979), de Woody Allen

SAY ANYTHING... (1989), de Cameron Crowe

LEAVING LAS VEGAS (1995), de Mike Figgis

CASHBACK (2006), de Sean Ellis

RESTLESS (2011), de Gus Van Sant

Encontraram nas nossas escolhas o vosso final feliz? Ou preferiram as notas mais amargas de alguns títulos?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

As várias faces de Georges e Anne

Se o Carnaval é por excelência a época dos disfarces, porque não festejá-lo com as diferentes faces de Georges e Anne, o casal (quase) constante na obra de Michael Haneke?

Georg e Anna Schober (Dieter Berner e Birgit Doll), em THE SEVENTH CONTINENT [DER SIEBENTE KONTINENT] (1989)

Georg e Anna (Ulrich Mühe e Susanne Lothar), em FUNNY GAMES (1997)

Georges e Anne Laurent (Thierry Neuvic e Juliette Binoche), em CODE INCONNU: RÉCIT INCOMPLET DE DIVERS VOYAGES (2000)

Georges e Anne Laurent (Daniel Duval e Isabelle Huppert), em LE TEMPS DU LOUP (2003)

Georges e Anne Laurent (Daniel Auteuil e Juliette Binoche), em CACHÉ (2005)

George e Ann (Tim Roth e Naomi Watts), em FUNNY GAMES (2007)

Georges e Anne (Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva), em AMOUR (2012)

De 1989 a 2012, sete filmes e seis vidas diferentes para Georges e Anne.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Matinée no Caminho Largo

Podia até ser o título de um western, mas não é. A gerência do Caminho Largo endereçou-nos um convite - e, desde já, o nosso mais sincero obrigado ao Jorge e Pedro Teixeira - demasiado bom para recusar. O repto passava por escolher os três filmes e o realizador que, na nossa opinião, melhor espelhassem o conceito de Amizade no Cinema. O desafio foi assumido pelo nosso António Tavares de Figueiredo.

Querem saber quais as suas escolhas? Quais as três obras - e o magnífico cineasta - por ele seleccionadas? Então o melhor é mesmo darem um saltinho ao Caminho Largo, e descobrirem por vocês mesmos a posição do nosso editor-residente perante o tal tema na Sétima Arte. Pode ser que tenham uma surpresa ou outra. Matem a curiosidade aqui, e encontrem também as fitas de eleição de outros ilustres bloggers da nossa praça.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Os melhores de 2012

Chega o fim-do-ano e malta cinéfila põe-se a elaborar as suas listas. Nós não somos diferentes e lançamo-nos ao trabalho de passar o ano em revista. Tarefa ingrata, cedo se percebeu. 2012 foi um ano complicado de analisar. A diferença entre os filmes de topo e os que lhes seguiram imediatamente em pontuação foi grande, levando a alguma concorrência - e muita indecisão - pelas últimas posições do top. Cortar revelou-se um mal necessário.

Do mesmo modo, recorreu-se ao corte no processo de selecção. Optamos por considerar apenas as obras com estreia absoluta (mundial) em 2012, descartando como critério a estreia em sala nacional durante o mesmo período. Caso contrário, figurariam seguramente neste lista nomes como McQueen, Tarr e Kaurismäki; ou policiais na Anatólia, filmes que não o são e assassinos adoráveis. E fora essas excepções, há ainda a ausência das fitas deste ano que nos escaparam. Entre os mais notáveis - ou, pelo menos, os mais falados - contam-se os últimos de Tarantino, PTA, Kim Ki-duk, Malick e Russell. Ou - e esta é mesmo imperdoável - o último de Manoel de Oliveira, que "fugiu" das salas sem que o tivéssemos visto.

Dos (muitos) que sobraram, a necessidade de escolher apenas dez pediu mais cortes. Burton, Mendes e Wright, apesar das críticas bastante positivas, não conseguiram encontrar o seu caminho para a lista. E num ano em que as surpresas mais agradáveis surgiram de quem abraçou a sua natureza (e, na sua maioria, simplicidade) - casos de CHRONICLE, DREDD ou MAGIC MIKE, por exemplo -, o estaminé maravilhou-se com a falsa-inocência de Anderson e Berger, foi arrebatado pela violência emocional de Sachs e Haneke, espantou-se com o virtuosismo demonstrado por Gomes, Carax, Paolo e Vittorio Taviani, e recebeu de braços abertos a maturidade de Chbosky, Trevorrow e até mesmo de uma animação. Recusando o pretensiosismo de seleccionar categoricamente os dez melhores filmes do ano, aqui ficam as escolhas da redacção do Matinée Portuense para 2012. Para o ano haverá mais - e, com sorte, melhor - Cinema.


1. AMOUR, de Michael Haneke (Alemanha/Áustria/França, 2012)

«Numa análise cuidada, o que Haneke cria aqui - e que lhe valeu uma segunda Palma em Cannes - não é um filme bonito. É, contudo, algo muito mais poderoso e comovente, uma demonstração cabal de honestidade que roça a brutalidade e se estende aos planos aparentemente mais inocentes - conceito ao qual, na verdade, Haneke acaba sempre por se furtar no seu trabalho - e ângulos mais inesperados.» (ATF)

2. TABU, de Miguel Gomes (Alemanha/Brasil/França/Portugal, 2012)

«Tem-se em TABU, de Miguel Gomes, um dos objectos mais singulares da cinematografia recente portuguesa. Não só pela época que revisita ou sequer pela opção de fotografar a preto-e-branco - O BARÃO, de Edgar Pêra, por exemplo, também se situa nesse espectro -, mas sobretudo no talento envolvido na repescagem e utilização de todo um leque de técnicas e mecanismos que há muito se julgavam caídos em desuso e que aqui conferem ao filme uma dimensão indescritivelmente mágica.» (ATF)

3. SAFETY NOT GUARANTEED, de Colin Trevorrow (EUA, 2012)

«Chegando o final do filme apenas se deseja mais. Se Kenneth realmente viaja no tempo é questão deixada mesmo para o último minuto e para quem está a ver o filme pela primeira vez é o minuto mais longo de todos, mas vale a pena. Tudo culmina num final que para uns poderá ser considerado um escape fácil de todas as questões colocadas, mas para outros será um final apropriado para um filme extraordinário.» (WJR)

4. HOLY MOTORS, de Leos Carax (Alemanha/França, 2012)

«Nem todas as questões que coloca obtêm resposta - nem será nessa direcção que se procura mover -, mas quando um exercício tão habilidoso como HOLY MOTORS surge fica a sensação que não se paga pelo destino, mas sim pela viagem. E que viagem, esta!» (ATF)

5. PARANORMAN, de Chris Butler e Sam Fell (EUA, 2012)

«Parte homenagem cinematográfica ao Terror - as referências vão desde os anos 50 aos 80 -, parte moral a ser apreendida, a sequência que abre PARANORMAN, das melhores do ano dentro do género, deixa logo claros dois dos seus principais objectivos: introduzir os mais jovens a um tipo de filmes (Terror) que, porventura, ainda não conhecerão, e reunir os mais crescidos com a sua criança interior.» (ATF)

6. BLANCANIEVES, de Pablo Berger (Espanha, 2012)

«O exagero do pathos mistura-se deliciosamente com a faena e o flamenco, num vaivém de planos por vezes freneticamente montados e que emprestam alegria e cor, passe a expressão, à história. É quando a câmara trava ou se fixa num qualquer ponto que a tristeza se instala. Filmada com uma beleza e cuidado impressionantes e seguida por uma banda-sonora esmerada, dificilmente se poderia imaginar homenagem mais bonita ao cinema europeu dos anos 20.» (ATF)

7. THE PERKS OF BEING A WALLFLOWER, de Stephen Chbosky (EUA, 2012)

«Facilmente nos apercebemos que a emoção retratada é principalmente a angústia, também bastante notória no ambiente geral do filme, assim como a solidão e a dificuldade de conviver com algo fora da norma estabelecida pela sociedade. É dirigido para aqueles que são, realmente, diferentes e que de certeza se identificam com algumas das personagens, daí a importância de desempenhos superiores por parte do elenco, o que se verifica e dá alma ao filme.» (WJR)

8. MOONRISE KINGDOM, de Wes Anderson (EUA, 2012)

«História proto-romântica de dois pré-adolescentes que, julgando-se apaixonados, fogem de casa num Verão, revela o talento do cineasta norte-americano em se imprimir em cada fotograma das suas obras. Assiste-se a um perfeccionismo já raro - exibido igualmente a nível dos departamentos, com o merecido destaque a ir para as fabulosas direcções de arte e de fotografia -, demonstração exemplar de um estilo visual característico que, estendido aos limites, se mostra capaz de suportar a fita.» (ATF)

9. KEEP THE LIGHTS ON, de Ira Sachs (EUA, 2012)

«No final, sobra pouco por onde nos agarrarmos, tamanho é o desalento com que Sachs nos deixa; resta, no entanto, alguma esperança e a certeza de que a vida continua, indiferente aos desamores que nos lança. A solução é fechar os olhos, respirar fundo e começar tudo de novo.» (ATF)

10. CESARE DEVE MORIRE, de Paolo e Vittorio Taviani (Itália, 2012)

«É nesse cruzamento entre dimensões - a documental e a ficcional, a da liberdade e a do encarceramento - que os irmãos Taviani, herdeiros contemporâneos do neorrealismo italiano, encontram a sua maior virtude. Através de um equilíbrio estudado - evidente também pela fotografia e sonoplastia cuidadas - criam uma libertação dentro do próprio presídio.» (ATF)