Em semana de estreia nacional do seu mais recente filme - TO THE WONDER -, recordamos BADLANDS, de Terrence Malick. O fotograma seleccionado, com Martin Sheen sobreposto à imensidão dos campos, sintetiza bem o fundo etéreo que caracteriza o trabalho do cineasta norte-americano.
Mostrar mensagens com a etiqueta Terrence Malick. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Terrence Malick. Mostrar todas as mensagens
domingo, 12 de maio de 2013
sábado, 22 de dezembro de 2012
Trailer de "To the Wonder"
Foi exibido em Veneza - onde concorreu pelo Leão de Ouro - e pouco mais se soube de To the Wonder desde aí. Até agora. O novo filme de Terrence Malick - que parece interessado em reduzir os intervalos entre as suas obras - ganhou trailer. Visualmente deslumbrante (pelo que se pode ver), tem estreia marcada para Abril de 2013 nos EUA.
domingo, 27 de maio de 2012
The Tree of Life (2011)
Seria difícil para The Tree of Life usufruir de uma passagem pelas salas de cinema livre de controvérsia. Primeiro, porque o trailer já dava para perceber, pelo menos em parte, o que estava para vir. Segundo, porque apesar de ter ganhado a Palme d'Or em Cannes, metade do público vaiou a decisão do júri em lhe conceder o prémio. Em Itália um cinema projectou o filme na ordem errada durante uma semana, embora sem queixas por parte do público, que julgava tratar-se apenas do estilo de edição vanguardista escolhido por Malick. Nos EUA alguns cinemas viram-se obrigados a colocar avisos sobre a narrativa não-linear da fita quando demasiados clientes confusos começaram a sair a meio e a exigir o reembolso dos bilhetes. Sean Penn, numa entrevista ao periódico francês Le Figaro, admitiu não ter percebido o rumo que Malick pretendeu dar à sua personagem. É assim The Tree of Life, tão fácil de gostar quanto de odiar.
Alguns filmes são assim. Ponto final, parágrafo. No caso de Terrence Malick, tem sido assim a sua carreira. Ave rara numa indústria onde todos os outros ganham a vida a dar a cara e a posar para as objectivas dos fotógrafos, por esta altura o cineasta norte-americano assume-se como um dos últimos verdadeiros perfeccionistas numa arte que cedo se rendeu ao dinheiro e à fama. Malick é um génio, amiúde incompreendido por quem não se quer ao trabalho de tentar entender a sua visão. E The Tree of Life não passa disso mesmo: a sua visão espiritual, a espaços até mesmo religiosa, sobre a vida, a criação, a morte e a (sua) infância.
Pelos olhos de Jack, ora jovem, ora envelhecido, vai-nos sendo mostrado o Mundo de Malick. A sua crença. A sua descrença. A sua família. Criado numa pequena cidade rural no Texas dos anos 50, Jack é o mais velho de três irmãos. Nos seus pais vê as duas facetas de um Deus habituado a adorar: na mãe, o Deus benevolente, no pai, o Deus austero. É nesse ambiente de eterno conflito, tanto interno, como externo, que a inocência de Jack é perdida em actos cada vez maiores e mais graves.
Brad Pitt tem em Mr.O'Brien, o pai, um dos papéis mais interessantes da sua preenchida carreira. Agressivo e austero, pensa que nada na vida é livre de custo e que os bons não estão talhados para ter sucesso. O que não significa que seja mau pai. Jack é interpretado por Sean Penn e por Hunter McCracken, como adulto e jovem, respectivamente. O primeiro tem insuficiente tempo de ecrã para causar qualquer impressão que seja no espectador, o segundo é absolutamente espantoso na pele da sua personagem. E depois há Jessica Chastain. Deslumbrante, a actriz californiana vai roubando todas as atenções para si, tornando impossível ignorá-la sempre que aparece em cena. Dos protagonistas adultos, é ela a que mais se destaca. Tecnicamente, a fita é um manual de cinema, um prodígio dos tempos modernos. A fotografia de Emmanuel Lubezki, nomeada para o Oscar, é simplesmente incrível. Os efeitos visuais utilizados seguem a mesma linha (Malick pediu ajuda a Douglas para os idealizar). A música capaz de conferir à película o carácter épico, quase operático, pretendido. Tudo unido por uma realização que surge próxima da perfeição, com Malick a conseguir de alguma forma impor ordem na sucessão caótica de imagens e planos.
A criação do Universo. O aparecimento da Terra. O nascimento da compaixão. A crença. A descrença. A vida no Texas rural dos anos 50. Tudo em pouco mais de 2 horas de filme. The Tree of Life é a magnum opus de Terrence Malick, simultâneamente simples e complexa na sua essência, incapaz de deixar quem quer seja indiferente depois de a ver. O director de fotografia diz que Malick tem mais seis horas de filmagem, e que pode editar um Director's Cut de quase seis horas que explore melhor a história do filme. O principal problema que se coloca é se haverá alguém com paciência para o ver. Acho que sim. À partida, já se sabia que a Academia dificilmente lhe entregaria qualquer prémio, preferindo de longe escolhas mais seguras e consensuais entre o grande público. «Onde estavas Tu?» - a frase que abre o filme é também a ideal para o fechar. Merece ser recordado? Sim! Porque o Cinema não se faz só de bilheteiras e prémios.
Título Original: The Tree of Life (EUA, 2011)Realizador: Terrence Malick
Argumento: Terrence Malick
Intérpretes: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Hunter McCracken, Laramie Eppler, Tye Sheridan
Música: Alexandre Desplat
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Género: Drama
Duração: 139 minutos
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)

