Na noite mais tradicional do Porto não podíamos deixar de lembrar a cidade que nos empresta o nome. A homenagem, claro está, nem é nossa: fazemo-la através de ANIKI BÓBÓ, de Manoel de Oliveira, obra seminal que imprime o Porto em cada um dos seus fotogramas.
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domingo, 23 de junho de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Nem pareceram 70 anos
Não é todos os dias que um filme celebra 70 anos. Melhor, não é todos os anos que um filme como ANIKI BÓBÓ celebra a data. Para assinalar a efeméride, o Fantasporto exibiu a obra no Grande Auditório do Rivoli - em horário privilegiado -, numa sessão que contou com a presença de Manoel de Oliveira e Fernanda Matos.
Sobre a enchente de jornalistas e a selvajaria que teve lugar no átrio do Rivoli não se escreverá aqui - até porque o Nuno Reis, do Antestreia, já o fez, e muito bem, diga-se de passagem -, merecendo o nosso destaque o filme em si. Nunca me tinha apercebido, até o ver projectado em grande ecrã, do quão bem envelheceu Aniki Bóbó. Do tema - a hipocrisia na sociedade - ao trabalho técnico, a estreia de Oliveira nas longas ficcionais mantém-se, ainda hoje, uma obra actual e necessária de ser (re)descoberta.
O filme que antecipou o neorrealismo italiano num ano - OSSESSIONE, de Luchino Visconti, obra que alguns críticos colocam na origem do movimento, só estrearia em 1943 - revelaria logo no início da sua carreira a preocupação de Manoel de Oliveira com a sociedade e os seus problemas. E o amor pelo Porto - que aqui filma como só ele sabe, em belos planos da Ribeira -, a sua cidade (que é também nossa). Em tempos de «um micro-país chamado Lisboa», é sempre bom recordar que há mais Portugal. E vê-lo tão bem representado. Pelo que fez - e pelo que ainda lhe falta fazer -, a Manoel de Oliveira, Decano dos realizadores, o nosso mais sincero obrigado.
«Aniki-bébé, Aniki-bóbó, Passarinho Tótó, Berimbau, Cavaquinho, Salomão, Sacristão, Tu és Polícia, Tu és Ladrão.»
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
As janelas do cento e quatro
Manoel de Oliveira faz hoje centro e quatro - assim por extenso, para que se apreenda a verdadeira dimensão do número - anos. Parabéns a quem continua a criar tão belas obras e janelas.


Catarina Wallenstein em SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOIRA (2009) e Ricardo Trêpa em O ESTRANHO CASO DE ANGÉLICA (2010), respectivamente.
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