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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Noah (2014)

NOAH, de Darren Aronofsky, é um drama adaptado da narrativa da Bíblia referente à Arca de Noé mas com algumas discrepâncias com a introdução de uma época feudal, incluindo até guerras estilo fantasia.


A base da história não é muito diferente da que estamos habituados a ouvir. Noah, (Russel Crowe) descendente de Adão, tenta sobreviver rodeado de homens marcados pela corrupção e pecado que ameaçam a sua vida pacífica. Através dos seus sonhos, prevê a iminente destruição da humanidade pelo Criador, através de um dilúvio capaz de limpar o mal e castigar os pecadores. De forma a poupar os inocentes, Noah é encarregado de construir uma arca capaz de suportar e proteger os animais durante a chuva, para que eles se reproduzam no novo mundo.

Na tentativa de expressar a história por imagens, o esforço de revelar respostas a problemas éticos poderiam impressionar se o desenrolar da acção não fosse tão lento e enfadonho, de quase adormecer, perguntando quanto tempo falta para acabar um filme de duas horas que mais parecem quatro. Podia ter alguém a ler-me a história bíblica, que não ficaria mais aborrecido.

Tenho pena em notar que Russel Crowe continua a baixar os seus parâmetros em relação à sua participação em filmes depois de protagonizações tão marcantes, com este desempenho do elenco, em geral, presos a personagens com pouca evolução e formas de pensar fechadas e contraditórias.

Quanto aos efeitos especiais, há uma combinação do Criacionismo com Darwinismo para explicar o início da Terra e o criador revela a sua existência através de truques de magia, anjos caídos muito pouco realistas e nada impressionantes. Verdade seja dita, esses truques milagrosos conseguem ser tão aborrecidas como a acção.

Para quem não seja assim tão fácil de impressionar, este filme é  mais uma dor de cabeça longa e dolorosa, e cerca de duas horas desperdiçadas.


Título Original: Noah (EUA, 2014)
Realizador: Darren Aronofsky
Argumento: Darren Aronofsky, Ari Handel
Intérpretes: Russell Crowe, Jennifer Connelly, Anthony Hopkins, Emma Watson, Logan Lerman
Música: Clint Mansell
Fotografia: Matthew Libatique
Género: Acção, Aventura, Drama
Duração: 138 minutos


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Black Swan (2010)

 
Nomeado para Melhor filme dos Oscars 2010, e no contexto do Halloween (embora de forma pouco ortodoxa), surge-nos o thriller psicológico BLACK SWAN. Este filme conta a história de uma bailarina de uma prestigiada companhia de ballet, Nina Sayers (Natalie Portman) e o seu papel na ilustre produção de Swan Lake, na qual foi nomeada a protagonizar, tendo de personificar dois opostos morais: o cisne branco e seu gémeo identico, o cisne negro.
 
 
O problema surge nesse mesmo ponto, pois Nina, frágil, inocente, controlada adequa-se perfeitamente ao cisne branco, mas não ao outro. E a palavra "perfeitamente" não foi usado ao acaso, o problema da personagem em não conseguir dar vida ao cisne negro é esse mesmo, ela deseja ser demasiado perfeita, é demasiado controlada, o cisne negro necessita de alguém "solto", relaxado, sexy sem receio. É aqui que entra Lily (Mila Kunis), perfeita repreentação do cisne negro na vida real. E é nessa oposição de personalidades que realmente começa a intriga. (e algumas cenas que muitos gostaram certamente de ver).

A pressão do papel começa a afectar Nina, aliada à sua já existente faceta auto destrutiva e à própria condição de um dia-a-dia de uma bailarina, repleto de sacrifícios físicos e psicológicos, assim como a pressão do manipulador director da produção Thomas Leroy (Vincent Cassel) e ao ambiente abafado e controlado que vive em casa à mercê de sua mãe.

Todos este factores levam-nos numa viagem visualmente deslumbrante de nos prender ao lugar, onde é por vezes difícil distinguir o que é verdade do que é ilusão graças ao trabalho do grande realizador Darren Aronofsky e do brilhante argumento. O final do filme vai de encontro à própria história do Swan Lake, sendo que, após Nina demonstrar que também tem realmente um lado negro dentro de si que a possibilita de encarnar o cisne negro na perfeição, acaba por morrer por sua própria mão, mostrando que a sua determinação por ser perfeita é superior à própria vontade de viver. Com uma brilhante actuação de Natalie Portman e repleto de cenas capazes de "brincar" com a interpretação do espectador, assim como deixá-lo a reflectir sobre o que acabou de testemunhar, é fácil perceber toda a atenção que este filme recebeu no ano em que estreou.


Título Original: Black Swan (EUA, 2010)
Realizador: Darren Aronofsky
Argumento: Mark Heyman, Andres Heinz, John J. McLaughlin
Intérpretes: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Winona Ryder
Música: Clint Mansell
Fotografia: Matthew Libatique
Género: Drama, Mistério, Terror, Thriller
Duração: 108 minutos