Mostrar mensagens com a etiqueta Paródia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paródia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tucker and Dale vs Evil (2010)

Uma abordagem diferente, e curiosamente agradável , ao género de terror slasher com um desenvolvimento improvável de coincidências catastróficas. TUCKER AND DALE VS EVIL, de Eli Craig, eleva a fasquia das paródias de terror e traz-nos uma visão infeliz da vida de dois saloios com quem a sorte não se cruza. Surpreendentemente, esta comédia proporciona o público com um tempo bem passado, acompanhado de piadas à volta de clichés, acidentes e as mutilações que tanto nos diverte.


Quando Tucker (Alan Tudyk) e Dale (Tyler Labine) decidem passar umas férias na nova casa de férias de Tucker, um grupo de jovens universitários também se encontra a caminho do mesmo bosque para acampar. Durante uma sessão de pesca nocturna de Tucker e Dale, uma das universitárias, Allison (Katrina Bowden), sofre um acidente e Dale vai em seu auxilio, o despoleta um mal entendido com o grupo de universitários que agora julgam estar a lidar com uma dupla de saloios homicidas. Infelizmente, sempre que tentam dar a volta à situação as coisas só pioram.

Não se trata de algo com um calibre excedente mas é um bom pedaço de comédia. Todas as piadas são muito bem executadas, não só no diálogo mas também nas situações caricatas que vão surgindo. As desventuras da dupla de protagonistas são de certeza inéditas, pelo menos inseridas neste género, e o culminar de acontecimentos presentes e passados mudam drasticamente a ideia inicial que o público cria dos antagonistas e as supostas vitimas no terror slasher. Nesta confusão de mal-entendidos apenas uma das personagens parece ter algum tipo de raciocínio lógico por detrás de tudo e como seria de esperar essa é rapidamente despachada, e apenas outra sofre algum tipo de desenvolvimento, ainda que seja uma mudança exponencial. Em geral, não passam de desempenhos medianos suficientes para não estragar tudo, o que já nem é mau de todo e permite que o filme mantenha uma qualidade bastante boa. Sendo esta a estreia de Eli Craig na cadeira de realizador numa longa-metragem, até nem se safou nada mal.

Para aqueles que apreciam uma boa paródia de filmes de terror como Scary Movie, este filme não irão querer perder. Tucker and Dale vs Evil promete divertir o público, numa época onde o melhor que se pode tirar do terror são apenas umas valentes gargalhadas.


Titulo Original: Tucker and Dale vs Evil (EUA/Canadá, 2010)
Realizador: Eli Craig
Argumento: Eli Craig; Morgan Jurgenson
Intérpretes: Tyler Labine; Alan Tudyk; Katrina Bowden; Jesse Moss; Philip Granger; Brandon Jay McLaren; Christie Laing
Música: Mike Shields
Fotografia: David Geddes
Género: Terror, Comédia
Duração: 89 minutos



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Red State (2011) e Iron Sky (2012)

O Cinema sempre foi um veículo predilecto para a crítica social. A força das imagens aliada à possibilidade de discurso cedo alargou os horizontes daqueles que julgam ter algo a dizer a quem os quiser ouvir. Só que, como tudo na vida, há quem o faça melhor e pior. Nos anos recentes, fruto dos tempos, o alvo predilecto tem caído quase sempre sobre os EUA e as suas políticas. RED STATE e IRON SKY foram dois dos elos mais recentes dessa corrente, embora abordando metodologias e resultados diferentes.

RED STATE, de Kevin Smith (EUA, 2011)

É sempre curioso quando um cineasta como Kevin Smith aproveita um filme para espingardar em todas as direcções. A religião é uma seca, o governo não o entende, poucos lhe reconhecem o talento que ele mesmo vê quando olha ao espelho. A televisão também não passa nada de jeito e os US of A meteram-se num buraco ideológico do qual não vêem saída. A solução óbvia - para Smith, pelo menos - passa pela crítica cinematográfica aos pastores de cultos homofóbicos e à inaptidão das autoridades. Longe vão os tempos de Clerks. e a mensagem é agora mais agressiva. Se bem que se torna algo complicado perceber ao certo qual é.

Smith traduz o seu descontentamento num fraco exercício de cinema, atacando tudo e todos no processo como um cão raivoso. Pelo meio há muitos tiros, gente doida, John Goodman (sim, esse John Goodman) como agente federal, adolescentes excitados, ainda mais tiros e uma das figuras religiosas mais assustadores do Cinema recente. Aliás, será no Pastor de Michael Parks - figura quase mitológica da cinematografia série B - que Red State terá um dos seus maiores pontos fortes, entre discursos inflamados e êxtase armado. No final sobra pouco, atam-se as pontas soltas com nós pouco seguros e atira-se ao espectador qualquer coisa como a ideia de que o Governo e as autoridades norte-americanas querem evitar a todo o custo um novo Waco. Quase como quando Smith desistiu de vender os direitos de distribuição do filme em Sundance, num dos momentos mais mediáticos do festival, para evitar que o filme caísse nas mãos de um qualquer idiota que não o soubesse tratar. Ó, ironia!





IRON SKY, de Timo Vuorensola (Alemanha/Austrália/Finlândia, 2012)

Os nazis fugiram da Terra depois da II Guerra Mundial e montaram base na Lua. Como, ninguém sabe, mas montaram. Agora querem voltar ao planeta-mãe e tomar de assalto toda a raça humana. No seu caminho encontram-se apenas um astronauta negro (de novo, ó, ironia), uma professora nazi que vivia enganada e indoutrinada e uma Presidente em busca da reeleição. Por muito ridícula que a premissa de Iron Sky pareça, a verdade é que cumpre de forma competente o papel de crítica social. Há qualquer coisa na ideologia nazi que inquieta os corações, mesmo que se trate de uma óbvia comédia, e Timo Vuorensola soube tirar proveito dessa urgência. Mais uma vez, sofre do problema de Red State (pouca substância, muita pirotecnia), mas aqui desculpa-se o "erro"; pelo menos dá para rir.

Bebe-se de várias fontes - há uma cena, em jeito de sátira, igual àquela de Downfall em que Hitler descompõe os seus generais, a chegada dos nazis à Terra parece saída dos filmes de invasão da década de 50, o The Great Dictator de Chaplin, cortesia da montagem, serve como ferramenta de propaganda do Quarto Reich - e até há espaço para colocar uma personagem em tudo semelhante a Sarah Pallin como presidente dos Estados Unidos. Não é, por isso, surpreendente que o filme, uma co-produção alemã, tenha gozado de estreia em Berlim e de uma passagem pelos principais festivais europeus de Cinema Fantástico. A colagem saiu bem.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

The Cabin In the Woods (2011)

Finalmente a antiga chama dos filmes de terror clássicos volta a ser reacendida com The Cabin In The Woods. A dupla de Joss Whedon e Drew Goddard mostram que ainda há esperança e que o género ainda tem alguma coisa para dar, embora que para tal se tenha que revisitar velhos conhecidos.

Não estamos perante um filme ao qual possamos atribuir uma sinopse que não revele algo do que o torna surpreendente e interessante. Trata-se da história de um grupo de amigos que decide ir passar férias numa cabana no bosque e a quem as coisas não correm como previsto. Dito assim poderá parecer o típico thriller americano e dará já uma ideia de como decorrerá todo o filme, tornando-o imediatamente aborrecido, já que é um assunto explorado até à exaustão. Pois se assim pensam, então estão imensamente enganados, não se trata da nossa habitual ração de terror, é como um banquete para os realmente esfomeados por entranhas e sedentos de sangue. Aqui, tudo o que rege o mundo do cinema de terror é exposto e revisto, o que leva consequentemente à sua pitada de comédia e paródia.

Whedon e Goddard sabem o que fazem e não é por acaso que o filme segue o rumo que segue, com um historial já preenchido de participações em projectos do género fantástico já possuem essa obrigação. Para quem é fã do cinema de terror, The Cabin In The Woods traz consigo nostalgia e possivelmente boas recordações, que certamente farão o sangue desses mesmos fãs ferver de entusiasmo, pois não será o suficiente um mero conhecimento básico. Não é de um nível técnico surpreendente, nem é esse o seu propósito, é um filme puramente fan service

Um must see deste verão, sei que já está a acabar, por isso mais uma razão para se despacharem já que será mais apreciado numa sala de cinema. Não o deixem escapar, principalmente os fãs hardcore, este foi feito só para vocês.


Título Original: The Cabin In the Woods (EUA, 2011)
Realizador: Drew Goddard
Argumento: Joss Whedon; Drew Goddard
Intérpretes: Kristen Connolly; Chris Hemsworth; Anna Hutchison; Fran Kranz; Jesse Williams; Bradley Whitford; Richard Jenkins; Amy Acker;
Música: David Julyan
Fotografia: Peter Deming
Género: Terror; Thriller; Comédia
Duração: 95 minutos



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Ted (2012)

A estreia de Seth MacFarlane como realizador de uma longa metragem para o grande ecrã. Já conhecido por várias séries televisivas de animação, Family Guy, American Dad e Johnny Bravo, entre outros. Normalmente, nos seus projectos, Seth MacFarlane segue sempre o mesmo tipo de comédia, baseado em piadas raciais, situações ridiculamente aleatórias e troça constante da cultura pop, o que seria de esperar agora em Ted (2012). Um filme que segue um rumo já bastante previsível, no entanto cumpre todas as expectativas e não desilude o público que já sabia o que estava para vir.

John Bennett (Mark Wahlberg) era um rapaz com poucos amigos, até que no natal pede um desejo e um milagre acontece, Ted (voz de Seth MacFarlane), o seu urso de peluche, ganha vida. Ambos fazem um pacto para serem os melhores amigos para sempre e agora John, um adulto de 35 anos, continua a viver com o seu melhor amigo. Infelizmente, Lori (Mila Kunis), a namorada de John, já não consegue aguentar os comportamentos imaturos e irresponsáveis de Ted e John, que se vê forçado a escolher entre a namorada e o melhor amigo.
Numa análise geral, Ted é comédia bastante rude e completamente despropositada, exactamente aquilo que se queria. O filme vale pelas gargalhadas provocadas pelas situações completamente irreais e ridículas. Ted é a personagem mais grosseira e imprópria, o que é estranho tendo em conta o facto de ele ser um urso de peluche, no entanto é capaz de fazer tudo, desde beber, fumar e até ter relações sexuais. John é um adulto completamente imaturo que mesmo aos 35 anos age como uma criança e é incapaz de se separar do melhor amigo, mas é muitas vezes chamado à razão por Lori que tenta apelar à responsabilidade do namorado. Em termos de comédia é bastante parecido com Family Guy, é impossível não reparar nas semelhanças das piadas, não só isso mas também com os cameos que lhe são típicos, neste filme contamos com a participação de Norah Jones e Sam J. Jones, cujo o trabalho como Flash Gordon nas série dos anos 80 é como uma inspiração para John e Ted.

Mark Wahlberg demonstra mais uma vez não ser um actor de grande calibre mas dá conta do recado quando se trata de causar umas boas gargalhadas, acompanhado por Mila Kunis, que também não demonstrou tudo o que tinha e ficasse por um desempenho mediano. Algo também a não esquecer será Patrick Stewart como narrador, participação pouco relevante mas é sempre engraçado quando nos lembramos de Avery Bullock. Faltava o argumento mais bem construído, o foco excessivo nas piadas faz com que o filme não passe disso, hora e meia de piadas constantes, entre as quais há pouca coesão.

Mesmo com todas as falhas óbvias na concepção continua a ser um filme a ver, se gostam Family Guy ou American Dad então irão, definitivamente, adorar Ted. Fonte de bastantes gargalhadas e é, mais uma vez, um daqueles que vistos em grupo com amigos é ainda melhor.


Título Original: Ted (EUA, 2012)
Realizador: Seth MacFarlane
Argumento: Seth MacFarlane; Alec Sulkin; Wellesley Wild
Intérpretes: Mark Wahlberg; Mila Kunis; Seth MacFarlane; Sam J. Jones; Joel McHane; Norah Jones; Patrick Stewart
Música: Walter Murphy
Fotografia: Michael Barrett
Género: Comédia, Fantasia
Duração: 106 minutos



sábado, 16 de junho de 2012

Monster Brawl (2011)

«I haven't seen an abdomen attack like this since King Hippo back in '88.»

Um campeonato de luta-livre, ao estilo WWF, pelo título de campeão mundial entre oito dos monstros mais conhecidos. Ora, aqui está algo que nunca pensei chegar a ver e as origens de tal ideia serão, eternamente, um mistério para mim. Monster Brawl, realizado por Jessie T. Cook, é algo que nunca irei compreender como chegou a ser, muito menos com um elenco de actores bastante conhecidos, entre os quais Art Hindle, Dave Foley e Lance Henriksen, tendo em conta o orçamento relativamente baixo.

O campeonato é dividido em duas categorias, a categoria de mortos-vivos e a categoria de criaturas. Cada uma das categorias possui dois monstros que lutam pelo titulo de peso-médio da respectiva categoria, na categoria das criaturas temos Witch Bitch, uma bruxa perseguida pela sua aldeia, e Cyclops, que procura vingar-se do deus grego Hades, e na categoria dos mortos vivos temos Lady Vampire, a última da sua espécie, e The Mummy, antigo faraó egípcio King Khafra. Depois temos os combates de peso-pesado de cada categoria que levam à final entre o vencedor dos mortos-vivos e o vencedor das criaturas, na categoria das criaturas temos Werewolf, que busca vingar-se de todos os monstros, e Swap Gut, um monstro do pântano em vias de extinção que odeia a poluição, e na categoria de mortos-vivos, Frankenstein (Robert Maillet), «It's actually the Frankenstein Monster, if you wanna be a dick about it», e Zombie Man, um zombie treinado num quartel militar pelo Colonel Crookshank (Kevin Nash). Como seria de esperar, ao longo das lutas contamos com os comentários de Buzz Chambers (Dave Foley) e Sasquatch Sid Tucker (Art Hindle), que fazem lembrar os comentadores icónicos da WWF e WWE, e para manter a integridade dos combates, Herb Dean é o árbitro escolhido. Para juntar a toda esta trapalhada, o locutor não é nada mais, nada menos, que o mundialmente reconhecido "Mouth From The South", Jimmy Hart.

Escusado será dizer que isto não é receita para ser um bom filme, tirando as participações de cara já conhecidas, tanto no cinema como no mundo da WWF, e a narração de Lance Henriksen, isto é um filme do mais rasca possível. Os comentários dos combates são, definitivamente, o ponto alto de Monster Brawl. A maquilhagem usada para os monstros é algo que já não se via desde os anos '80 com efeitos especiais péssimos, e tendo em conta que quase nunca são usados. As actuações são más e é tudo tão falso que é óbvio que não foi algo feito para ser sério, mas sim para entreter os amantes hardcore de terror e de wrestling, enquanto cria umas gargalhadas valentes face às situações ridículas e desempenhos rídiculos.

Se forem fãs da WWF, WWE, UFC, etc., e fãs de terror clássico então Monster Brawl é um filme que não vão querer perder, no entanto devem encará-lo como uma paródia e uma grande piada pois não será mais que isso. É típico filme para se ver em grupo, e claramente um filme de festival, mas não fiquem desiludidos se o vosso monstro de eleição não leve o título para casa.


Título Original: Monster Brawl (EUA, 2011)
Realizador: Jessie T. Cook
Argumento: Jessie T. Cook
Intérpretes: Dave Foley; Art Hindle; Jimmy Hart; Robert Maillet; Herb Dean; Kevin Nash; Jason David Brown; Lance Henriksen; Rico Montana; Holly Letkerman; Kelly Couture; Ari Millen; John Geddes
Música: Todor Kobakov
Fotografia: Brendan Uegama
Género: Comédia; Terror
Duração: 89 minutos


terça-feira, 22 de maio de 2012

MacGruber (2010)

Originalmente um pequeno sketch de Saturday Night Live, MacGruber, de Jorma Taccone, traz-nos a paródia que faltava juntar à lista, a paródia a MacGyver que apesar do sucesso nos anos 80 já estava a pedir algo do género. Dificilmente um filme com que muitos realizadores aceitassem trabalhar, no entanto Jorma Taccone, mais conhecido como escritor/realizador de longa data no SNL, decide avançar com o projecto e o resultado é tudo menos desapontante.

MacGruber (Will Forte), um ex-militar condecorado, é chamado de volta ao serviço para evitar uma ameaça terrorista liderada por Dieter Von Cunth (Val Kilmer), responsável pela morte da mulher de MacGruber. Como não poderia deixar de ser, MacGruber é o único capaz de deter a ameaça, com uma equipa escolhida a dedo e técnicas de combate corpo-a-corpo pouco ortodoxas, acompanhadas por grande destreza e grande talento.

Como qualquer paródia, não algo para levar a sério, nem seria de esperar algo muito elaborado e espectacular mas consegue ser uma comédia de acção bastante apelativa. Mantém-se fiel a certos aspectos de MacGyver, nomeadamente o seu talento para pegar num grupo de objectos e transforma-los num engenho para qualquer situação, levando isto a extremos completamente ridículos mas com momentos hilariantes. Jorma parece ter um bom desempenho como realizador para este tipo de paródia, não são muitos os que consigam alargar um sketch de 2 minutos para um filme de 90 mas até saiu melhor do que esperava. As actuações são tipicamente exageradas e caricatas, à que notar a participação de Val Kilmer, que apesar de parecer que faz a mesma personagem em todos os filmes que entra, até foi mediana.

MacGruber é uma daquelas comédias extremistas que uma pessoa dificilmente não gosta, por muito má que seja, e consegue nem que seja só um sorriso. Não é algo digno de grandes menções honrosas mas é um pedaço de filme que diverte e serve para passar um bom tempo.


Título Original: MacGruber (EUA, 2010)
Realizador: Jorma Taccone
Argumento: Jorma Taccone; Will Forte; John Solomon
Intérpretes: Will Forte; Kristen Wig; Ryan Phillipe; Val Kilmer; Powers Boothe
Música: Mathew Compton
Fotografia: Brandon Trost
Género: Comédia; Acção
Duração: 90 minutos