segunda-feira, 20 de junho de 2011

Oscar's Adventures!

Numa tentativa de apelar às boas práticas ambientais dos mais jovens e obter um projecto escolar inovador, ou seja, simplesmente para ter a melhor classificação possível, apresentamos esta curta-metragem de animação 3D realizada pelos alunos do 12º ano do Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora nº2. Podem não achar lá grande coisa ou que tem muitos, para não dizer imensos, erros, mas a verdade é que nenhum dos produtores se importa visto que esta obra-prima(?) cumpriu com os seus objectivos, o que já é uma grande vitória.

"Oscar,O Urso Polar apercebe-se do estado negativo em que se encontra o planeta Terra e decide fazer algo de forma a contrariar esta situação. Com a ajuda do seu avião dirige-se a uma cidade onde irá sensibilizar as pessoas para boas práticas ambientais.

Entretanto, do outro lado do planeta, um inofensivo e indefeso pinguim sofre na pele as consequências da degradação ambiental. Conseguiram e o seu fiel companheiro escapar ao terrível destino que os espera?"


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Long live the 80's

Para promover Take Me Home Tonight, o mais recente filme de Topher Grace e Dan Fogler, os Atomic Tom lançaram um videoclipe recheado de referências cinematográficas aos anos 80 de Don't You Want Me, original dos Human League, música que, de resto, figura na banda sonora da película.



Kudos para quem acertar em todas as referências aos clássicos dos anos 80 presentes no vídeo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Hobo with a Shotgun (2011)

Hoje damos a conhecer Hobo with a Shotgun, de Jason Eisener. De certeza que quem é familiarizado com Grindhouse, de Quentin Tarantino, vai reconhecer este titulo, que é idêntico ao de um trailer falso de Grindhouse, e para nosso rejubilo: o enredo também é igual! Um óptimo começo de ano, resta-nos esperar que haja uma continuação de boas produções.

Tudo começa quando um velho mendigo (Rutger Hauer) chega de comboio a Hope Town, uma cidade onde governa a anarquia e o caos, os policias são corruptos e todas as pessoas temem The Drake (Brian Downey), um soberano cruel e impiedoso que mata brutalmente todos que se atravessam no seu caminho. No meio de todo o crime na cidade o mendigo encontra uma luz de esperança ao ver um cortador de relva numa loja de penhore e pensa logo em comçar um negocio a cortar relva, infelizmente o cortador custa 49,99$, algo que o mendigo não consegue pagar e então decide ir pedir dinheiro na rua. Após testemunhar um dos filhos do The Drake, Slick (Gregory Smith), a tentar raptar uma prostituta, Abby (Molly Dunsworth), decide dar-lhe um enxerto de porrada com uma peúga cheia de moedas e leva-lo ao chefe da policia, que liberta o Slick imediatamente a ajuda-o na sua vingança contra o mendigo. Abby mais tarde encontra-o ensanguentado e trata-lhe das feridas, mas nada disto desvia a atenção do mendigo do cortador de relva, que chega a aceitar fazer uma gravação dele a comer vidro para ganhar alguns trocos. quando finalmente arranja dinheiro suficiente, o mendigo dirije-se directamente à loja de penhores, lá, antes que o mendigo possa fazer a sua compra, um grupo de ladrões tenta assaltar a loja. Farto de ver tanto crime a acontecer à sua volta, o mendigo, em vez do cortador de relva, pega numa caçadeira, que também custa 49,99$, e mata todos os assaltantes. Decidido a acabar com as injustiças em Hope Town, o mendigo mata qualquer criminoso que encontre pela frente, "one shell at a time".

É um filme, que definitivamente nos faz questionar o nosso sentido de ética e moral, pois nem todos se comportam da mesma maneira quando defrontados com certos acontecimentos demonstrados no filme, e ao mesmo tempo consegue entreter-nos com bons momentos cómicos, ainda que um bocado negros e sádicos. Pode-se dizer que o filme, em geral, se assemelha com algo realizado por Tarantino, o que de certeza irá agradar ao público.

Sem dúvida alguma, a visualização deste filme é quase obrigatória, não é algo muito extravagante, mas em termos de conteúdo é muito bom e divertido, uma experiencia bastante gratificante e apelativa.


O famoso trailer falso de Grindhouse

Título Original: Hobo With A Shotgun
Realizador: Jason Eisener
Argumento: John Davies
Intérpretes: Rutger Hauer; Molly Dunsworth; Brian Downey; Gregory Smith
Música: Alexander Rosborough
Fotografia: Karim Hussain
Género: Crime; Gore; Thriller
Duração: 86 minutos



terça-feira, 19 de abril de 2011

Casablanca (1942)

Captain Louis Renault: «In Casablanca I am master of my fate!»
(apenas para não escolher uma das frases memoráveis que já todos conhecem)


Escrever sobre Casablanca é escrever sobre cinema a sério - não há volta a dar, e toda esta crítica podia ser resumida nesta simples, e, no entanto, tão verdadeira frase. Casablanca é o grande clássico do cinema norte-americano, o filme que melhor sintetiza o espírito de quem habita no burgo do Tio Sam.

Numa época dourada para o cinema norte-americano, em que os maiores estúdios de cinema emprestavam as suas estrelas entre si, e em que os filmes lançados eram em muito menor quantidade do que hoje em dia, os filmes tinham o seu grande atractivo no argumento e na história que escolhiam apresentar aos seus espectadores, que, sem televisão, viam no cinema e na rádio as suas maiores fontes de entretenimento.

Em 1942, em plena IIª Guerra Mundial, a Warner Bros., gigante do entretenimento americano, conhecida na época pelas suas posições marcadamente anti-germânicas, decidiu apostar, e bem, em Casablanca, um filme com um argumento adaptado de uma peça de teatro (um musical) que nunca chegou a estrear. Rick Blaine (Humphrey Bogart) é um americano expatriado a residir em Casablanca, ponto obrigatório de passagem para quem queria voar para Lisboa e, consequentemente, para o Novo Mundo; dono do café da moda, onde se joga a dinheiro, se conquistam mulheres, e, ainda mais importante, se compram e vendem vistos (as Letters of Transit), indispensáveis para quem quisesse viajar para a América e escapar à guerra que assolava a Europa, Rick, que se mantém à margem da política, mesmo quando ela é discutida no seu café e pelos seus empregados, vê-se obrigado a enfrentar um passado que julgava já ter esquecido quando entram no seu café Victor Laszlo (Paul Henreid), figura do movimento de resistência clandestino à opressão alemã, e Ilsa Lund (Ingrid Bergman), a mulher que abandonou Rick em Paris.

Num elenco recheado de actores de enorme qualidade, entre os quais se contam Claude Rains (discutivelmente, e para mim, o melhor actor secundário alguma vez projectado num grande ecrã), Paul Henreid, Peter Lorre, Dooley Wilson (o Sam) e Ingrid Bergman, Casablanca vive sobretudo, mas não só, da interpretação inesquecível de Humphrey Bogart como Rick Blaine, o derradeiro herói dos anti-heróis. Bogart, que não se assumia como o habitual galã do cinema americano, correspondendo mais ao estereótipo de bêbedo briguento, deu vida como nenhum outro actor o conseguiria fazer a Rick - e Rick Blaine, o solitário que tinha como destino ajudar os oprimidos, deu vida como nenhuma outra personagem o conseguiu fazer à carreira de Bogart. O Oscar de Melhor Actor escapou-lhe, mas a fama, essa, nunca ninguém lha conseguiria tirar.

Casablanca é o filme que mais se aproxima da perfeição, pelo seu argumento, pelo seu elenco, e, sobretudo, pelo contexto em que foi produzido e originalmente lançado. O seu humor quase negro, a sua miríade de frases repetidas até à quase exaustão em todas as situações possíveis e imagináveis, a sua As Time Goes By, tocada por Sam no seu piano, o seu clímax na cena final, tudo contribui para a mitificação deste belíssimo filme. O momento em que vemos Casablanca é o momento em que começamos a ver, verdadeiramente, cinema - depois de o vermos, nada mais é igual ao que era antes: a água sabe-nos ao mesmo, o Sol brilha como de costume, mas nós, mudados pelo que vimos, queremos, sempre, e para sempre, retornar àquela magnífica cidade aportada na costa africana, símbolo de sonhos concretizados e de liberdade.

Casablanca não é um filme normal. É algo de incomensuravelmente belo, que merece ser revisto sempre que nos apeteça. E, quer queiramos, quer não, a frase que melhor o descreve é aquela que nunca chegou a ser dita: Play it again, Sam.




Ilsa: Play it once, Sam. For old times' sake.
Sam: [lying] I don't know what you mean, Miss Ilsa.
Ilsa: Play it, Sam. Play "As Time Goes By".

Título Original: Casablanca
Realização: Michael Curtiz
Argumento: Julius J. Epstein, Philip G. Epstein, Howard Koch & Murray Burnett e Joan Alison (peça Everybody Comes to Rick's)
Intérpretes: Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid, Claude Rains, Dooley Wilson, Peter Lorre, Conrad Veidt
Música: Max Steiner
Fotografia: Arthur Edeson
Género: Drama, Guerra, Romance
Duração: 102 minutos

IMDb: 8.8/10
Rotten Tomatoes: 97% (9/10 average rating)



sábado, 9 de abril de 2011

Les nuits rouges du bourreau de jade (2009)

Les nuits rouges du bourreau de jade, a.k.a. Red Nights, é de certeza um filme que promete ser um dos mais interessantes de ver. Apesar de serem as suas primeiras participações num filme como realizadores, Julien Carbon e Laurent Courtiaud foram capazes de introduzir algo inovador e apelativo a este crossover asiático e francês, algo que explora os cantos mais sombrios do comportamento humano através duma perspectiva fetichista e psicossexual.

Embora seja graficamente soberbo, em termos de conteúdo não estamos perante um filme demasiado complexo. A história circula à volta duma caixa que contem um selo de jade branco, que dizem ter pertencido ao primeiro Imperador da China e encontra-se na posse de Catherine (Frédérique Bel). Após matar o amante, Catherine foge para Hong Kong com intenções de vender o artefacto, pouco depois descobre-se que afinal o selo contem um elixir antigo, desenvolvido pelo carrasco do Primeiro Imperador da China, que possui propriedades paralisantes e é capaz de reforçar as sensações do ser humano. Esta descoberta faz com que Catherine seja apanhada nos esquemas de Carrie Chan (Carrie Ng), uma abastada patrona das artes e amante de sadomasoquismo, obcecada pelo elixir que não olha a fins para obter o elixir.

Este thriller erótico é capaz de cativar a atenção do espectador logo desde o inicio e mantém-nos colados ao ecrã durante todo o filme, graças as suas diversas cenas exóticas e chocantes que envolvem diversas torturas física e psicologicamente sádicas, que focam não só na dor do individuo mas como também no prazer proporcionado, algo que aqui no Matinée consideramos inédito. A imagem e fotografia desta obra-prima é simplesmente fantástica e demonstra grande profissionalismo no seu desenvolvimento, isso em junção com uma óptima banda sonora, proporcionam uma excelente experiência de visualização e realça tudo o que há de bom tanto nas cenas como na história em si.

É definitivamente um filme que se deve ver pelo menos uma vez, seja acompanhado ou sozinho, e deve ser visualizado com uma mente aberta ao inesperado, dessa forma poderá desfrutar ao máximo esta experiência e as novas sensações que este filme introduz na industria cinematográfica.





Título Original: Les Nuits Rouges du Bourreau de Jade
Realizador: Julien Carbon; Laurent Courtiaud
Argumento: Julien Carbon; Laurent Courtiaud
Intérpretes: Frédérique Bel; Carrie Ng; Carole Brana; Stephen Wong Cheung-Hing; Kotone Amamiya 
Música: Alex Cortés; Willie Cortés
Fotografia: Man-Ching Ng
Género: Thriller; Gore
Duração: 98 minutos