terça-feira, 7 de agosto de 2012

Ted (2012)

A estreia de Seth MacFarlane como realizador de uma longa metragem para o grande ecrã. Já conhecido por várias séries televisivas de animação, Family Guy, American Dad e Johnny Bravo, entre outros. Normalmente, nos seus projectos, Seth MacFarlane segue sempre o mesmo tipo de comédia, baseado em piadas raciais, situações ridiculamente aleatórias e troça constante da cultura pop, o que seria de esperar agora em Ted (2012). Um filme que segue um rumo já bastante previsível, no entanto cumpre todas as expectativas e não desilude o público que já sabia o que estava para vir.

John Bennett (Mark Wahlberg) era um rapaz com poucos amigos, até que no natal pede um desejo e um milagre acontece, Ted (voz de Seth MacFarlane), o seu urso de peluche, ganha vida. Ambos fazem um pacto para serem os melhores amigos para sempre e agora John, um adulto de 35 anos, continua a viver com o seu melhor amigo. Infelizmente, Lori (Mila Kunis), a namorada de John, já não consegue aguentar os comportamentos imaturos e irresponsáveis de Ted e John, que se vê forçado a escolher entre a namorada e o melhor amigo.
Numa análise geral, Ted é comédia bastante rude e completamente despropositada, exactamente aquilo que se queria. O filme vale pelas gargalhadas provocadas pelas situações completamente irreais e ridículas. Ted é a personagem mais grosseira e imprópria, o que é estranho tendo em conta o facto de ele ser um urso de peluche, no entanto é capaz de fazer tudo, desde beber, fumar e até ter relações sexuais. John é um adulto completamente imaturo que mesmo aos 35 anos age como uma criança e é incapaz de se separar do melhor amigo, mas é muitas vezes chamado à razão por Lori que tenta apelar à responsabilidade do namorado. Em termos de comédia é bastante parecido com Family Guy, é impossível não reparar nas semelhanças das piadas, não só isso mas também com os cameos que lhe são típicos, neste filme contamos com a participação de Norah Jones e Sam J. Jones, cujo o trabalho como Flash Gordon nas série dos anos 80 é como uma inspiração para John e Ted.

Mark Wahlberg demonstra mais uma vez não ser um actor de grande calibre mas dá conta do recado quando se trata de causar umas boas gargalhadas, acompanhado por Mila Kunis, que também não demonstrou tudo o que tinha e ficasse por um desempenho mediano. Algo também a não esquecer será Patrick Stewart como narrador, participação pouco relevante mas é sempre engraçado quando nos lembramos de Avery Bullock. Faltava o argumento mais bem construído, o foco excessivo nas piadas faz com que o filme não passe disso, hora e meia de piadas constantes, entre as quais há pouca coesão.

Mesmo com todas as falhas óbvias na concepção continua a ser um filme a ver, se gostam Family Guy ou American Dad então irão, definitivamente, adorar Ted. Fonte de bastantes gargalhadas e é, mais uma vez, um daqueles que vistos em grupo com amigos é ainda melhor.


Título Original: Ted (EUA, 2012)
Realizador: Seth MacFarlane
Argumento: Seth MacFarlane; Alec Sulkin; Wellesley Wild
Intérpretes: Mark Wahlberg; Mila Kunis; Seth MacFarlane; Sam J. Jones; Joel McHane; Norah Jones; Patrick Stewart
Música: Walter Murphy
Fotografia: Michael Barrett
Género: Comédia, Fantasia
Duração: 106 minutos



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Drive Angry (2011)

Convém não confiar muito num filme que tenha no seu título o apêndice "3D". Tentativas descaradas de desviar a atenção do público para a vertente tecnológica de uma produção não costumam augurar nada de bom e são, geralmente, sinal de que algo no filme está em défice grave. DRIVE ANGRY, de Patrick Lussier, não foge à regra. O que não deixa de ser curioso porque, pela direcção que claramente tomou, poderia fugir à classificação e tornar-se com relativa facilidade num filme de culto. Desde que Quentin Tarantino e Robert Rodriguez ensaiaram uma homenagem ao estilo, a nostalgia grindhouse, com os baixos valores de produção normalmente associados aos filmes dessa linha, tem sido alvo de uma crescente atenção, servindo de salvamento para algumas películas menos boas. A geração mais nova, que na sua generalidade, conhecia o estilo gosta destas lides de carros rápidos e potentes, mulheres bonitas e acção em quantidades industriais. Que se lixe o argumento, a profundidade das personagens e, sobretudo, a lógica. E, verdade seja dita, nós também gostamos - principalmente quando é bem ensaiado.

O problema aparece quando se tenta deliberadamente produzir um filme mau com um orçamento perto dos 50 milhões de dólares. Algo de errado se passa quando alguém com largos meios de produção ao seu dispor aponta à mediania quando tão ou mais facilmente poderia apresentar um produto de melhor qualidade técnica. Aqui aposta-se - vá-se lá perceber porquê - num Nicolas Cage loiro, piroso como quase nunca foi, e num William Fichtner, actor discreto mas que tem construído um portefólio interessante, em versão quase paródica para dar vida à estória. Um é Milton, fugitivo do Inferno, canastrão com parentesco ao mais reles caçador de recompensas da pradaria Americana, o outro uma personagem misteriosa que dá pelo epíteto de O Contabilista, agente de Lúcifer em busca de almas foragidas do domínio do seu senhor. Depois há Billy Burke como o líder de um culto pseudo-satânico que tenciona sacrificar a neta bebé de Milton. As lutas de Drive Angry são fundamentalmente entre estas três personagens, com a bela Amber Heard pelo meio. Ela, que não prima propriamente pelas suas capacidades artísticas, continua a mostrar ser capaz de cativar o espectador, nem que seja com o seu aspecto. A escolha de filmes é que podia ser melhor. A fotografia é interessante e a escolha da banda sonora superior ao resto do filme - pedaços de rock a fazerem lembrar um road movie, com Cage a cavalgar rumo ao Inferno ao som de uma canção de Meat Loaf - , mas não chegam para apagar a trapalhada que a realização e os restantes departamentos técnicos transmitem ao longo do filme. O melhor que se pode dizer é que a premissa faz lembrar um Ghost Rider, o filme, ligeiramente melhor. Mas, no fundo, não passa mesmo de um lamentável exercício de cinema, dispensável e em boa posição para ser ignorado.


Título Original: Drive Angry (EUA, 2011)
Realizador: Patrick Lussier
Argumento: Todd Farmer, Patrick Lussier
Intérpretes: Nicolas Cage, Amber Heard, William Fichtner, Billy Burke, David Morse, Todd Farmer
Música: Michael Wandmacher
Fotografia: Brian Pearson
Género: Acção, Crime, Fantasia, Thriller
Duração: 104 minutos



Listas da Sight & Sound - 2012

Esta semana, com a divulgação da nova lista dos 10 melhores filmes de sempre da Sight & Sound, o choque chegou ao mundo do cinema. Ou nem por isso. É que Citizen Kane, obra de Orson Welles, foi relegado para segundo lugar na lista que liderava desde a votação de 1962. Vertigo, de Alfred Hitchcock, foi o filme que conseguiu a proeza, completando a subida na lista que vinha a registar desde a década de 80. O resto do top 10 encontra-se indicado abaixo.

  1. Vertigo (191 menções)
  2. Citizen Kane (157 menções)
  3. Tokyo Story (107 menções)
  4. La Règle du jeu (100 menções)
  5. Sunrise: A Song of Two Humans (93 menções)
  6. 2001: A Space Odyssey (90 menções)
  7. The Searchers (78 menções)
  8. Man with a Movie Camera (68 menções)
  9. The Passion of Joan of Arc (65 menções)
  10. (64 menções)

A outra lista anunciada, que contabiliza apenas os boletins dos realizadores, coloca Tokyo Story no topo das fileiras cinéfilas, fechando o pódio com 2001: A Space Odyssey e Citizen Kane ex aequo. A totalidade do top 10 encontra-se publicada abaixo.

  1. Tokyo Story (48 menções)
  2. 2001: A Space OdysseyCitizen Kane (42 menções)
  3. -
  4. (40 menções)
  5. Taxi Driver (34 menções)
  6. Apocalypse Now (33 menções)
  7. The Godfather (31 menções)
  8. Vertigo (31 menções)
  9. Mirror (30 menções)
  10. Bicycle Thieves (29 menções)

A Sight & Sound é uma publicação mensal sobre cinema do BFI (British Film Institute) que a cada dez anos publica uma lista dos melhores filmes de sempre em colaborações com críticos, realizadores e demais profissionais do mundo do cinema. A próxima sairá, se tudo correr conforme o previsto, em 2022.

domingo, 5 de agosto de 2012

Batman Begins (2005)

Quando BATMAN BEGINS estreou no já distante ano de 2005 o natural para os fãs dos comics foi recebê-lo com receio. As adaptações de Joel Schumacher, feitas uma década antes, tinham destruído grande parte da imagem da publicação e da personagem, fazendo com que nem a reputação de Christopher Nolan como artista de thrillers psicológicos fosse capaz de retirar o pé que os aficionados do homem-morcego mantinham atrás. Filme visto e considerações tomadas, havia que rectificar a posição e admitir o erro de julgamento: Batman Begins mostrava-se capaz de se sustentar por mérito próprio, revitalizando uma franquia que há muito se julgava sem salvamento.

Não que o filme fosse brilhante, porque não o era. Tinha erros e defeitos, buracos e problemas de ritmo. Mas, pelo menos, devolvia a Batman o seu lado mais negro, empurrando-o para terrenos próximos dos de anti-herói. Melhor, ridicularizava as gentes de lycra que inundavam o mercado do género vindas do lado da Marvel e estabelecia os motivos que levavam alguém que se mascarava de morcego a espancar criminosos em becos e vielas escuras durante as horas nocturnas. Aqui é o próprio Bruce Wayne, o rosto visível do herói, que afirma que o Batman tem problemas («Well, a guy who dresses up like a bat clearly has issues.»). A morte dos pais deixou-o amargurado, ansiando por uma retribuição que o seu rígido código moral não lhe permite obter. O legado de ser um Wayne, pedra basilar da organização social de Gotham, não ajudou à situação, colocando sobre os ombros de uma criança traumatizada um império multimilionário e o compromisso social que os seus pais tinham assumido para com a população empobrecida de uma cidade dominada pelo crime e corrupção. Daí o seu desaparecimento durante sete anos, a sua teima em enfrentar os criminosos no seu próprio jogo, a vontade de limpar Gotham dos corrompidos e corruptores. A intenção é boa, os métodos é que poderão não ser os melhores.

Nolan acabou por se revelar uma boa escolha para a cadeira de realizador. Em Batman Begins o britânico continua na linha das patologias e traumas do foro psicológico que caracterizou de certa forma as suas obras anteriores (Memento e Insomnia) e aborda o tema da vingança que se tornaria algo recorrente no seu trabalho. A sua construção de Gotham, elevada quase ao estatuto de personagem, afastando-a da cidade expressionista erigida por Burton e da metrópole de outros tempos mesclada com a Tóquio dos grandes néons de Schumacher, ajudou à aceitação geral da sua visão por parte do público. Mais importante, Nolan soube rodear-se das pessoas certas. A banda sonora composta por James Newton Howard e Hans Zimmer, das mais memoráveis do passado recente, contribui para a dimensão mais épica do filme (apesar de tudo, é preciso não esquecer que Batman Begins continua a tratar-se de um filme de super-heróis) e a fotografia de Wally Pfister, bastante competente, nomeada ao Oscar da categoria, suporta a decisão de Nolan de utilizar filme em detrimento de meios de filmagem digitais. A direcção de arte e a edição também não fogem à norma, mesmo com os problemas de ritmo e encadeamento de cenas já mencionados. Noutro nível, o elenco. Christian Bale elimina a ideia de que os actores eram escolhidos para o papel de homem-morcego pelo seu queixo, conseguindo emprestar à personagem alguma profundidade e complexidade que há muito já se pedia em adaptações anteriores da estória. O galês, que se move pelos cenários de capa preta, vociferando ameaças e instruções em voz rouca e nem sempre facilmente audível, conseguiu o que nenhum outro actor havia conseguido antes: preencher o fato de herói com corpo e talento. A Michael Keaton faltava o físico, a Clooney e Val Kilmer as capacidade de representação (o ambiente geral das produções em que se viram envolvidos também não os ajudou). Não considerando, é claro, Adam West, autor de um Batman demasiado camp que, felizmente, não passou da década de 60. Michael Caine aparece bem como Alfred, o mordomo sempre fiel da família Wayne, e Gary Oldman não desilude como Jim Gordon. A escolha de Scarecrow e Ra's Al Ghul como antagonistas surpreendeu. Longe de serem os vilões mais populares do universo literário de Batman, pelo menos junto do público mais novo, a sua inclusão na película resulta de forma inesperada. Cillian Murphy, o irlandês, dá um bom Jonathan Crane, multiplicando-se em psicoses. Liam Neeson e Ken Watanabe dividem-se como o mestre criminal líder da Liga das Sombras, reforçando a imagem de Ra's Al Ghul mais como ideal do que como pessoa. Eliminam-se os misticismos da personagem e está criado um dos melhores vilões da última década, terrorista social vítima de uma noção retorcida de justiça e sociedade. À semelhança de Batman, as suas intenções são boas, os métodos é que podem não ser os melhores. Sobram Morgan Freeman como Lucius Fox, um dos favoritos dos fãs, Tom Wilkinson como Carmine Falcone, o chefe da máfia local, e Mark Boone Junior, Rutger Hauer e Rade Serbedzija (há quem não se lembre do Boris, the Blade de Snatch.?) em papéis secundários quase sem expressão. A única nota negativa tem de ir para a Rachel Dawes de Katie Holmes, tapada por Alfred na função de consciência de Bruce Wayne e algo desajustada no papel de interesse amoroso do bilionário justiceiro.


Batman Begins é interessante e marcou o início de uma das séries cinematográficas mais especuladas e queridas tanto pelo público, como pela crítica, das duas últimas décadas. O sucesso residiu na indissociação de Bruce Wayne do seu alter-ego mascarado e na aceitação dos traumas da(s) vítima(s) como fio condutor da trama. Nas visitas anteriores à estória era fácil para Bruce Wayne conciliar as suas relações amorosas com o seu part-time clandestino, passando a imagem de galã inveterado. Aqui, Bruce falha para com Rachel, e tem de escolher, no final, entre a rapariga e a cidade que precisa de salvar. A imagem de playboy, essa, continua a ser passada, mas para Gotham e quem se encontra do lado de fora do círculo íntimo de Wayne. Quem o conhece sabe que ele não é assim. O que nos leva a questionar se será Batman o alter-ego de Bruce, ou exactamente o oposto. Desde Burton que o ambiente de Batman não era tão negro. A esperança rareia e, por vezes, aparece nos sítios onde menos se espera. Queimar uma mansão pode parecer exagerado, quase como andar a combater o crime nos telhados de uma cidade vestido de morcego, mas resulta para o efeito pretendido por Nolan. Começa lento, com flashbacks de um jovem Bruce e seus pais, o canónico assassinato à saída da ópera, a reclusão numa prisão oriental, tentativa de compreender a mente do criminoso, mas depressa acelera, ganhando ímpeto e vigor. O melhor ainda estaria para vir, mas os indicadores dados por Batman Begins já permitiam tirar algumas conclusões sobre a franquia. Permitiam também algumas perguntas que ficariam por responder. Será Batman mais perigoso para Gotham do que os vilões que enfrenta? Serão os seus métodos legítimos? Cairá o justiceiro mascarado em desgraça por não saber quando parar? Algumas seriam respondidas no capítulo seguinte, outras ficariam suspensas no limbo, entre planos de uma cidade cada vez mais limpa e sequências de acção grandiosas, quase megalómanas. Para os fãs, Batman Begins continuava a ser um presente envenenado, sendo incerto que as suas possíveis continuações mantivessem o nível ou conseguissem mesmo elevar a fasquia. 7 anos volvidos, sabemos a resposta. O que se lhe seguiu foi algo sem precedentes, um fenómeno do marketing sustentado por qualidade cinematográfica acima da média, algo raramente observado. Aí, o último a rir seria mesmo aquele que riria melhor.


Título Original: Batman Begins (EUA/Reino Unido, 2005)
Realizador: Christopher Nolan
Argumento: Christopher Nolan, David S. Goyer (baseado nas personagens de Bob Kane)
Intérpretes: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Cillian Murphy, Ken Watanabe e Morgan Freeman
Música: James Newton Howard, Hans Zimmer
Fotografia: Wally Pfister
Género: Acção, Crime, Drama, Fantasia
Duração: 140 minutos


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

The Raven (2012)

Edgar Allan Poe, o grande mestre do macabro e do terror, morreu em circunstâncias misteriosas e por causas desconhecidas. The Raven, é o relato dos últimos dias do autor e de tudo o que levou à sua morte. Realizado por James McTeigue (V For Vendetta) e conta com a participação de John Cusack e Kevin McNally, visto assim seria de esperar algo de qualidade.

Poe (John Cusack) é um bêbedo mentalmente instável a quem a fama momentânea e egocentrismo subiu à cabeça. Quando um psicopata começa a recriar os cenários macabros presentes nas obras de Edgar Allan Poe, este junta-se à investigação liderada pelo detective Fields (Luke Evans) numa tentativa de prever e impedir os próximos ataques. Infelizmente, nada corre bem quando o interesse amoroso de Poe, Emily Hamilton (Alice Eve), se torna numa das peças chave para o plano do assassino.

Sempre achei John Cusack um pouco subestimado, principalmente porque já chegou a ter desempenho bons mas quase nunca lhe é dado o crédito devido, mas neste filme é difícil aceitá-lo como Edgar Allan Poe, tem uma actuação demasiado instável e por vezes desvia-se da personagem. Luke Evans com um desempenho demasiado exagerado como um detective arrogante, incompreensivelmente fixado no assassino e com uma voz que mais parece Christian Bale como Batman, um completo desperdício. O trabalho de realização é bom mas não ao nível de V for Vendetta, infelizmente, e a juntar ao enredo completamente despropositado tornam o filme pouco apreciável, aliás tudo me pareceu demasiado rebuscado e a ideia de um assassino que recria cenários imaginários sem qualquer aparente fonte de recursos torna tudo um bocado estranho e pouco plausível, culminando num final pouco satisfatório, esclarecedor e, sinceramente, pouco surpreendente. Não fosse eu fã das obras de Edgar Allan Poe, poderia ter suportado mais algumas das liberdades artísticas dos argumentistas.

Vive-se bem sem ter que ver The Raven, algo que inicialmente pode parecer um bom pedaço de entretenimento acaba por não passar de um filme mediano, só traz desilusão para aqueles que conhecem e gostam das obras de Poe, às quais este filme não faz justiça. 


Título Original: The Raven (EUA, 2012)
Realizador: James McTeigue
Argumento: Ben Livingston; Hanna Shakespear
Intérpretes: John Cusack; Luke Evans; Alice Eve; Brendan Gleeson; Kevin MacNally; Oliver Jackson-Cohen
Música: Lucas Vidal
Fotografia: Danny Ruhlmann
Género: Thriller, Mistério
Duração: 110 minutos