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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

The Texas Chain Saw Massacre (1974)

Em sequência deste Especial Halloween, mais um slasher de terror merecedor de menção será sem dúvida The Texas Chain Saw Massacre, de Tobe Hooper. Introduziu mais uma figura antagonista inesquecível, Leatherface, acompanhado de uma família de homicidas canibais que nos trazem momentos de completo horror. Apesar de ser low-budget, continua a ser uma das grandes influências no cinema de terror e aclamado tanto por críticos como pelos amantes do género.

Cinco jovens, a caminho do cemitério para visitar a campa do avô. No entanto as coisas não correm como previsto, quando são abordadas por personagens sinistras e acabam sendo perseguidos por uma família de sádicos, incluindo um que usa máscaras feitas da cara das suas vitimas e constrói mobília com os ossos. Os jovens vão sendo apanhados um a um, presos num pesadelo aparentemente inacabável. 

The Texas Chainsaw Massacre traz ao de cima uma história aterrorizadora, e por isso à que dar merito a Tobe Hooper e Kim Henkel, por terem criado um enredo bastante apelativo para o público sedento de sangue. O factor low-budget não afecta de qualquer maneira a qualidade do filme, que é um dos mais marcantes do cinema de terror, e chega a dar-lhe um toque mais realista, que por sua vez permite que o observador interiorize os acontecimentos e se consiga imaginar neles. Estamos perante um verdadeiro ambiente de terror e isso é o que trouxe o sucesso nas bilheteiras e nas críticas. A cinematografia também é boa, tanto para a época como para o tipo de equipamento usado e com tão pouco dinheiro é algo surpreendente. As actuações são bastantes credíveis e Marilyn Burns demonstra uma grande capacidade pulmonar, com um óptimo desempenho que realmente transmite um sentimento de puro terror.

Um verdadeiro ícone de terror. Com este Especial Halloween será provável que me repita, mas são casos em que estamos perante verdadeiros filme de terror que marcaram gerações e definiram o género e este é um desses casos. Recomendo para todos, mesmo que não sejam apreciadores deste tipo de filme, assim poderão viver o verdadeiro terror que este filme transmite, para quem gosta e nunca tenha visto, será uma excelente adição que nunca perde o encanto mesmo após uma segunda ou terceira visualização.


Título Original: The Texas Chain Saw Massacre (EUA, 1974)
Realizador: Tobe Hooper
Argumento: Kim Henkel, Tobe Hooper
Intérpretes: Marilyn Burns; Allen Dazniger; Paul A. Partain; William Vail; Teri McMinn; Gunnar Hansen; Edwin Neal; John Dugan
Música: Wayne Bell; Tobe Hooper
Fotografia: Daniel Pearl
Género: Terror; Thriller
Duração: 83 minutos



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Friday The 13th (1980)

Mais um ícone do terror nos anos 80 e que até hoje ainda tem impacto, Friday the 13th. Mesmo não sendo aquilo que se possa chamar de um bom filme, consegue ainda ser bastante memorável. Fez sucesso nas bilheteiras o que levou à criação de uma imensidade de sequelas que de certo modo degradaram toda a imagem do original. 

Um grupo de conselheiros do campo de férias em Crystal Lake são subitamente atacados um a um por um assassino desconhecido. Sem maneira de identificar o assassino resta fugir, mas entretanto são descobertos segredos assombrosos acerca do passado do campo Crystal Lake.

Friday the 13th não tem muito a seu favor. O trabalho de Sean S. Cunningham não é nada de especial, quase não existe qualquer tipo de enredo e as actuações são de torcer o nariz. No entanto é um filme que conseguiu arrecadar bastante nas bilheteiras e aglomerar uma base de fãs bastante extensa. Porque? Simplesmente por ser um daqueles filmes de terror que por muito maus que sejam conseguem cativar e são de facto divertidos de ver. A quantidade de gore é de agradar ao público, o que seria de esperar sendo algo encarregue a Tom Savini, que já tinha feito um ótimo trabalho em Dawn Of The Dead. Com as cenas de morte explicitas, uma quantidade abundante de clichés, música arrepiante e um ambiente de cortar à faca, literalmente, tornam isto num clássico, indiscutivelmente. Penso que será uma boa demonstração de que para termos um bom filme de terror, não são necessários efeitos muito elaborados ou planos planeados a pente fino. São as próprias imagens rudes e pouco trabalhadas que trazem o toque certo para este género específico.

Com o sucesso veio o declínio. As sequelas que daqui vieram ficaram gradualmente piores e até agora já conta com 12 filmes no total, incluindo o crossover com Nightmare On Elm Street e o remake de 2009. Esclareço também que ao contrário daquilo que se pensa, Jason Voorhees não é o antagonista deste filme, mas sim das sequelas, isto é importante para quem nunca viu o original. Embora o símbolo mais associado ao franchise seja o assassino imortal que usa uma máscara de hóquei, ele nunca aparece no primeiro filme e muitos se esquecem deste facto.

Graças ao seu estatuto de um clássico do cinema de terror é merecedor de menção aqui no blog para este Halloween, assim como recomendado para uma possível maratona de filmes de terror. Para quem nunca viu e é gosta do género então recomendo vivamente.


Título Original: Friday The 13th (EUA, 1980)
Realizador: Sean S. Cunningham
Argumento: Victor Miller; Sean S. Cunningham; Ron Kurz
Intérpretes: Betsy Palmer; Adrienne King; Jeannine Taylor; Robbi Morgan; Kevin Bacon
Música: Harry Manfredini
Fotografia: Barry Abrams
Género: Terror
Duração: 95 minutos



quarta-feira, 25 de julho de 2012

God Bless America (2011)

Numa sociedade governada pelo narcisismo e a arrogância do ser humano God Bless America trás uma boa solução para os males do mundo, cortando literalmente esse mal pela raiz. Bobcat Goldthwait conseguiu mais um projecto bom ao nível de World's Greatest Dad, e tenta passar uma mensagem de forma sangrenta e por vezes psicótica.

Frank (Joel Murray) está divorciado, a única filha odeia-o, um dia é repentinamente despedido por tentar socializar com uma colega de trabalho e descobre que tem um tumor cerebral. Com a vida completamente virada do avesso, pensa que o suicídio é a única opção, no entanto ao observar os comportamentos de certas pessoas na televisão chega à conclusão de que não é ele que deve morrer. Acompanhado por Roxy (Tara Lynne Barr), uma adolescente que partilha os mesmo ideais de Frank, viajam pelos Estados Unidos a livrar a população de todas as pessoas que prejudicam a sociedade, ou que são simplesmente desprezíveis. 

Uma comédia negra que contraria toda a cultura pop actual, transmite que tudo o que há de errado na sociedade se deve à população aderente ao que é mainstream, que corrompe o nosso sentido moralidade. Gosto particularmente dos monólogos de Frank, para além de bem elaborados são também bastante esclarecedores e curiosamente correctos, assim como os de Roxy, que, mesmo com diferenças, vão em encontro com os ideais de Frank. Enquanto Frank prefere concentrar-se nas pessoas que são vis e mesquinhas, Roxy segue uma linha de pensamento mais agressiva e acha que todos os que seguem os padrões da sociedade moderna como zombies merecem morrer, desde os que dão high fives a todos os envolvidos em qualquer programa de reality show. Isto em parte é um filme para hipsters, esses deverão adorar este filme.

Penso que as actuações foram bastante boas, principalmente a de Joel Murray, não é actor de muito protagonismo mas tem um desempenho fantástico em God Bless America por isso fiquei bastante satisfeito. Tara Lynne Barr mostra também estar à altura no seu papel secundário de adolescente maníaca, quase no mesmo patamar de Ellen Page em Super. A realização de Bobcat Goldthwait consegue mais uma vez ser bastante consistente, assim como o argumento, no qual a única falha será o eventual desvio da mensagem na qual acaba por se perder no desenvolvimento e culmina num final apropriado mas simultâneamente vazio, incoerente e com pouco significado. 

Dito isto, é um filme com potencial e uma execução satisfatória, no entanto fica-se apenas pela tentativa de transmitir uma mensagem não conseguindo bem atingir o necessário. Um daqueles filmes que ou se compreende ou se acha um completo desperdício de tempo e sangue falso. 


Título Original: God Bless America (EUA, 2012)
Realizador: Bobcat Goldthwait
Argumento: Bobcat Goldthwait
Intérpretes: Joel Murray; Tara Lynne Barr; Mackenzie Brooke Smith; Melinda Page Hamilton; Rich McDonald; Guerrin Gardner; Kellie Ramdhanie; Andrea Harper; David Mendenhall
Fotografia: David Hopper; Jason Stewart
Género: Comédia, Crime
Duração: 105 minutos



quinta-feira, 5 de julho de 2012

Super (2010)

Nem todos os super-heróis precisam de ter poderes e filmes como Defendor, Special e Kick-Ass já o provaram. Super, de James Gunn, vem apenas reforçar a ideia embora não tenha nada que já não tenha sido explorado anteriormente. Será fácil encontrar imensas semelhanças a Kick-Ass, e mesmo não sendo do mesmo calibre, também tem o seu certo encanto, é sempre divertido desfrutar de um pouco de violência excessiva em nome da justiça.

Frank (Rainn Wilson) é um pobre desgraçado que vê a sua vida virada do avesso quando a mulher, Sarah (Liv Tyler), o deixa por um traficante de droga. Após ter recorrido à polícia, sem sucesso, decide utilizar métodos menos ortodoxos para tentar salvar a mulher, enquanto espanca alguns criminosos pelo caminho. Frank, agora conhecido como Crimson Bolt, combate o crime com a ajuda de uma chave de tubos. A única pessoa que acaba por descobrir a sua verdadeira identidade é Libbie (Ellen Page), uma rapariga viciada em banda desenhada que faria de tudo para se tornar parceira do Crimson Bolt, e consegue-o embora por vezes sofra de ataques momentários de psicopatia.

O filme não é dotado de grande qualidade, mas consegue ser engraçado em certas alturas, as cenas de violência são bastante gráficas, ridículas e em excesso, cada uma melhor que a anterior e tal se podia esperar quando a arma de eleição é algo tão grosseiro. Tudo melhora com a introdução da personagem de Ellen Page, que interpreta uma rapariga que tudo sabe sobre super-heróis e a ideia de se tornar na ajudante de um dá-lhe uma energia e vontade homicida incrível, e com um desempenho deste só se pode dar os parabéns à actriz. Rainn Wilson não fica atrás, desempenhando o papel de um homem miserável que pouco tem por dar graças e que desenvolve um grande espírito de justiça. O argumento é simples e engraçado, com diálogos que roçam a idiotice mas melhoram o factor cómico. A nível de realização, para James Gunn não será um aperfeiçoamento tendo em conta o seu projecto anterior, Slither, no entanto consegue atingir um certo nível de consistência.  

Para quem se diverte com bastante violência e momentos cómicos, este é uma escolha a ter em consideração, que irá proporcionar um bom entretenimento. Também para quem aprecia o tipo de filmes como os já mencionados, Kick-Ass e Defendor, o que não deverá ser visto como um plágio mas mais como uma nova adição a um género bastante peculiar.


Título Original: Super (EUA, 2012)
Realizador: James Gunn
Argumento: James Gunn
Intérpretes: Rainn Wilson; Ellen Page; Liv Tyler; Kevin Bacon; Gregg Henry; Michael Rooker
Música: Tyler Bates
Fotografia: Steve Gainer
Género: Acção; Crime; Comédia
Duração: 96 minutos



domingo, 8 de abril de 2012

Seconds Apart (2011)

Provavelmente o melhor filme até agora produzido e distribuído pela After Dark Films, Seconds Apart, de Antonio Negret, trás de volta o que se tem vindo a perder ao longo da ultima década nos filmes de terror, o empenho e criatividade que juntos criam algo minimamente credível que deixe um arrepio na espinha. Faz parte da série de oito filmes, After Dark Originals, do qual fazem parte também Husk (2011), de Brett Simmons, e Prowler (2010), de Patrik Syversen.

O filme é sobre dois irmãos gémeos, que possuem poderes telepáticos bastante desenvolvidos, no entanto demonstram atitudes psicopáticas, desde falta de emoções ao completo desprezo pela vida humana. Numa tentativa de compreender as emoções humanas, os irmãos usam os seus poderes para manipular os colegas de escola, mas tudo corre mal quando os colegas começam a morrer de formas duvidosas e há um desentendimento desastroso entre os irmãos.

Seconds Apart tem tudo que uma pessoa poderia querer num filme de terror para ver no fim-de-semana à noite, tem todo o ambiente de suspense necessário e a quantidade perfeita de gore para o género de filme, a juntar a umas boas actuações e uma boa realização. Achei que todo o conceito de gémeos com poderes telepáticos e ambos com uma personalidade psicótica é simplesmente genial e a maneira como os actores transmitiram essa sensação é muito boa, para além disso, há temos também Orlando Jones com um papel muito bem desempenhado de um detective inquebrável com uma vontade de ferro. Há momentos um pouco parados no filme que envolvem muito diálogo inútil e pouco consistente, mas de certa forma até ajudaram a criar toda a preparação para um clímax previsível mas que mesmo assim surpreende.

Obviamente, algo que fãs hardcore do cinema de terror irão gostar, nota-se claramente que é um filme com carácter e não simplesmente uma sequência de hora e meia com chacina a torto e a direito sem qualquer tipo de conteúdo relevante.



Título Original: Seconds Apart (EUA, 2011)
Realizador: Antonio Negret
Argumento: George Richards
Intérpretes: Orlando Jones; Edmund Entin; Gary Entin; Samantha Droke
Música: Lior Rosner
Fotografia: Yaron Levy
Género: Thriller; Terror
Duração: 89 minutos




quarta-feira, 28 de março de 2012

Afro Samurai: Ressurection (2009)

A adaptação animada da manga de sucesso, Afro Samurai, regressa com uma longa-metragem de animação. Novamente com produção de Samuel L. Jackson, que volta a dar a voz a Afro e Ninja Ninja, os dois protagonistas da série original.

Pegando onde a série original deixou, Afro após ganhar a fita nº1 passa anos isolado do mundo numa tentativa de deixar para trás o seu passado de assassino assim como a fita nº1. Agora Afro vê-se obrigado a voltar ao campo de batalha outra vez em busca do possuidor da fita nº1 da qual tinha abdicado, mas agora simplesmente para recuperar os restos do seu pai, os quais foram roubados da campa, com a companhia de Ninja Ninja volta a enfrentar o seu passado que parece não querer deixá-lo em paz.

Se já a série original tinha uns visuais fantásticos, Afro Samurai: Ressurection veio melhora-los, mais uma vez com uma banda sonora alucinante e recheado de acção e sangue. Infelizmente este filme altera alguns dos acontecimentos passados na série original, o que para os fãs será um pouco confuso e potencialmente irritante, algo que parece um pouco mal concebido mas também abre portas para uma visão diferente e mais aprofundada da história.

Contudo, é bastante divertido e cheio de acção, sendo, portanto, uma fonte sólida de entretenimento. Definitivamente é algo que fãs de anime de estilo seinen não devem perder, nem que seja só pelas falas ridículas e comportamentos estranhos de Ninja Ninja.


Título Original: Afro Samurai: Ressurection (Japão/EUA, 2009)
Realizador: Fuminori Kizaki
Argumento: Eric S. Calderon; Leo Chu; Eric Garcia; Yasuyuki Muto; Takashi Okazaki
Intérpretes: Samuel L. Jackson; Lucy Liu; Yuri Lowenthal
Música: RZA
Género: Acção; Anime; Aventura; Gore
Duração: 101 minutos



quinta-feira, 15 de março de 2012

Zombie's Ass (2011)

Se estão familiarizados com o trabalho de Noboru Iguchi então de certeza que já sabem o que irá sair desta “obra-prima”. Se não, então aviso já que a lógica aqui não existe e o caos domina juntamente com as cenas mais perturbadoras e ridículas que alguma vez viram. Após uma década cheia de pérolas, como Robo-Geisha, Machine Girl, Noboru Iguchi traz-nos o seu mais recente projecto, que considero ser o meu ponto alto do Fantasporto 2012 no que toca aos filmes do género. 

É uma história sobre uma jovem estudante que vai acampar com um grupo de amigos peculiares, a sua melhor amiga e o seu namorado drogado, uma wannabe modelo e um nerd hiperactivo. Quando são atacados por zombies que são controlados por uma espécie de parasitas que ingeriram enquanto estavam vivos, o grupo vê-se forçado numa situação de sobrevivência onde não só têm que fugir dos zombies mas também dum cientista tresloucado e a sua filha doente que odeia pessoas saudáveis. 

Existe uma presença, um pouco excessiva, de piadas escatológicas que transformam o filme numa grande trapalhada de excremento e metano. À mistura, há também uma história de fundo, um pouco estranha e confusa, que impede a protagonista de superar o seu medo de se peidar (à falta de melhor termo) em público, o que a prejudica na sua fuga à praga de lombrigas zombificadoras . 

A partir dos primeiros 10 minutos de filme o ritmo acelera freneticamente e com cenas cada vez mais confusas e aleatórias torna-se muito difícil acompanhar qualquer pensamento racional que possa existir. Tudo culmina numa batalha final contra a rainha das lombrigas, uma espécie de boss fight típica de vídeo jogos, na qual a protagonista supera o seu medo e ganha um poder novo que lhe permite alcançar o seu objectivo. Não queria estereotipar, mas isto tem tudo que uma pessoa poderia esperar deste tipo de filme japonês, excesso de sangue, mortes a roçar o extremo, acções fisicamente impossíveis para qualquer ser humano e até mesmo tentacle porn

Todos os efeitos especiais do filme são péssimos, como seria de esperar, mas que contribui para o factor cómico, os ângulos estranhos de filmagem e a rapidez com que tudo acontece é quase capaz de causar ataques epilépticos que simplesmente deixam uma pessoa boquiaberta, isto quando não rebola no chão às gargalhadas. Seria impossível numerar aqui todas as coisas inexplicáveis que se passam durante todo o filme desde a realização ao argumento, até mesmo o genérico, que parece algo saído dum filme de paródia pornográfica em que o tema principal é o sexo anal. 

Resumidamente, é um filme que recomendo a ver, principalmente se for em grupo, pois garanto que será um tempo bem passado com muitas risadas. Tendo em conta isto tudo, digo desde já que é um filme impossível de classificar, até o podia fazer a nível técnico mas mesmo assim não haveria palavras para o descrever e criticar, simplesmente inefável. 


Título Original: Zonbi Asu (Japão, 2011) 
Realizador: Noboru Iguchi 
Argumento: Noboru Iguchi; Tadayoshi Kubo; Ao Murata; Jun Tsugita
Intérpretes: Asami; Danny; Kentaro Kishi; Asana Mamoru; Arisa Nakamura; Kentaro Shimazu; Mayu Sugano; Demo Tanaka; Yuki 
Música: Yasuhiko Fukuda 
Fotografia: Yasutaka Nagano 
Género: Comédia; Terror; Gore 
Duração: 85 minutos

quarta-feira, 7 de março de 2012

The Theatre Bizarre (2011)

Muitas vezes o público é intimidado pelos trailers dos filmes ou até mesmo pelas sinopses, sendo feito acreditar que estará prestes a ver uma coisa de um nível de terror tremendo, mas quando acaba de o visualizar apenas uma questão vem à cabeça: 'É só isto?', e este é um desses casos. Baseado no lendário teatro Grand Guignol de Paris, vemos agora Theatre Bizarre, de Douglas Buck, Buddy Giovinazzo, David Gregory, Karim Hussain, Tom Savini e Richard Stanley, que consiste numa antologia de seis pequenos contos de terror que culminam numa história principal. 

O filme começa com uma rapariga jovem que que decide visitar o interior de um teatro que julga estar abandonado, depressa descobre que tal não é o caso e aparentemente à uma peça a decorrer à qual ela assiste. Nisto, a ela são contadas seis histórias diferentes que no teatro são representadas por fantoches, cada um dos realizadores do filme é independentemente responsável por cada uma dessas histórias, e por um narrador que no inicio da peça é representado por um fantoche.

A primeira história, "Mother of Toads", é sobre um casal que se encontra a passar férias em França, infelizmente as coisas não correm como planeado quando são vitimas de acontecimentos estranhos causados por uma bruxa francesa e pela curiosidade insaciável do marido - escusado será dizer que 'a curiosidade matou o gato'. De todos, este será provavelmente o pior e mais aborrecido segmento do filme, já que os assuntos são pouco aprofundados e um tanto vagos. Vale pelas suas breves referências a Lovecraft mas com actuações muito pouco favoráveis.

Na segunda história, "I Love You", continua como algo completamente aborrecido e ridículo, sobre um casal que se vê separado, visto que a mulher, que confessa ser uma oferecida, se farta do marido e decide ir-se embora com um amigo do mesmo, o que leva a que o marido tenha um surto de raiva e violência. Mais uma vez, muito mau, com más actuações.

A seguinte história, "Wet Dreams", sobe a fasquia e revela não ser tão má como as anteriores, com actuações ainda pouco satisfatórias. É sobre as desavenças de um casal, onde o marido é infiel e tem sonhos em que é castrado, e onde a mulher sonha com a morte do marido e da amante, culminando num final que quebra todas as barreiras da realidade e da sanidade.

A quarta história, "The Accident", demonstra o ponto de vista de uma criança face a acontecimentos chocantes, outra vez, muito pouco satisfatória e aborrecido, num assunto que teria potencial para ser mais explorado.

A penúltima história, "Vision Stains", volta com um assunto bem interessante e com cenas bem mais macabras que as sequências anteriores. Trata-se de uma mulher, que após descobrir que consegue absorver as memórias das outras pessoas no momento das suas mortes ao transferir o liquido ocular das vitimas para ela, e decide tornar-se uma biografa, desejo esse que a leva a quebrar os limites do que é permitido a um mero mortal.

Finalmente, a sexta e ultima história, "Sweets", é definitivamente a mais bizarra e perturbante, explorando o vicio de comida de um casal que é levado ao limite. Nesta sequência vemos como um fetiche pode afectar o ser humano que não o sabe controlar.

Tudo acaba com o regresso ao teatro do inicio do filme onde ao longo das histórias ocorreu uma transformação bizarra e inexplicável, tanto ao narrador fantoche como à jovem rapariga na plateia.

Resumindo, é uma antologia pouco satisfatória para não dizer fraca e se procuram algo mais agressivo ou mais coeso aconselho a procurar noutro lado. Numa visão geral poderá-se dizer que entre todas as histórias  há uma ligeira referência religiosa e aos sete pecados mortais, embora um pouco incoerente e nada precisa. 


                                                          Título original: The Theatre Bizarre
Realizador: Douglas Buck; Buddy Giovinazzo; David Gregory; Karim Hussain; Jeremy Kasten; Tom Savini; Richard Stanley
Argumento: Zach Chassler; Richard Stanley; Scarlett Amaris; Emiliano Ranzani; Buddy Giovanazzo; John Esposito; Douglas Buck; Karim Hussain; David Gregory
Intérpretes: Udo Kier; Virginia Newcomb; Shane Woodward; Catriona MacColl; Victoria Maurette; André Hennické; Suzan Anbeh; Debbie Rochon; Tom Savini; James Gill; Lena Kleine; Mélodie Simard; Kaniehtiio Horn; Lindsay Goranson; Guilford Adams
Música: Simon Boswell; Susan DiBona; Pierre Marchand; Mark Raskin
Fotografia: Eduardo Fierro; John Honoré; Karim Hussain; Michael Kotschi
Género: Gore, Terror
Duração: 114 minutos


domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Serbian Film (2010)

Aqui no Matinée decidimos fazer um retorno bastante apelativo, por assim dizer, ao fazermos uma pequena critica a Srpski Film, um filme de terror gore sérvio realizado por Srđan Spasojević, também seu co-produtor e co-argumentista. É um filme que à primeira vista não tem muito que se lhe diga, mas à medida que o filme avança vê-mo-nos a entrar na montanha-russa do abuso psicológico que é o Srpski Film, algo que definitivamente irá por à prova o estômago de qualquer um, e que prova essa será... 

O filme começa como algo completamente mediano, vemos o dia-a-dia de Miloš,um ex-actor pornográfico que tem uma vida, aparentemente, normal com a sua mulher e filho,Marija e Petar. Entretanto, Milos recebe um convite de uma velha amiga e companheira de trabalho para um projecto misterioso, que envolve a realização de um filme pornográfico, projecto esse que garante uma vida bastante confortável para Milos e a sua família. Após aceitar o convite Milos é levado a conhecer o realizador, Vukmir Vukmir, um homem de certa forma excêntrico, que lhe explica como tem grandes planos para este filme e que revolucionará o cinema pornográfico, mas mesmo assim mantendo o 'argumento' do filme um pouco às escuras de Milos que mesmo assim aceita, começando assim a sua viagem pela pornografia underground.

A partir daqui é uma auto-estrada cujo todas a saídas levam aos lugares mais sombrios da mente humana. Acho que se vê de tudo um pouco, desde necrofilia a pedofilia, incesto, violação, e abusos aos quais é quase senão completamente impossível assistir numa sala de cinema normal. Não é uma surpresa que este filme tenha sida banido de bastantes países do mundo, apenas em alguns festivais de cinema é que passaram o filme para o público, incluindo o Fantasporto que passou o filme a 11 de Março de 2011.

Resumindo, até pode ser considerado um bom filme em termos técnicos mas se tivermos em conta o seu conteúdo é bastante perturbador e grotesco, embora, claro, isto depende da capacidade de tolerância de cada um. Não é um filme que eu pessoalmente aconselhe a qualquer um ver, e isto é algo que não costumo fazer, mas se se considera valente o suficiente para o ver então, força, será de certeza uma experiência única e avassaladora.


Tirulo original: Srpski Film (Sérvia, 2010)
Realizador: Srđan Spasojević
Argumento: Aleksandar Radivojević; Srđan Spasojević
Intérpretes: Srđan Todorović; Jelena Gavrilović; Slobodan Beštić; Sergej Trifunović
Música: Sky Wikluh
Fotografia: Nemanja Jovanov
Género: Crime, Drama, Terror, Thriller
Duração: 104 minutos (Director's Cut); 99 minutos (UK Cut)





quarta-feira, 20 de abril de 2011

Hobo with a Shotgun (2011)

Hoje damos a conhecer Hobo with a Shotgun, de Jason Eisener. De certeza que quem é familiarizado com Grindhouse, de Quentin Tarantino, vai reconhecer este titulo, que é idêntico ao de um trailer falso de Grindhouse, e para nosso rejubilo: o enredo também é igual! Um óptimo começo de ano, resta-nos esperar que haja uma continuação de boas produções.

Tudo começa quando um velho mendigo (Rutger Hauer) chega de comboio a Hope Town, uma cidade onde governa a anarquia e o caos, os policias são corruptos e todas as pessoas temem The Drake (Brian Downey), um soberano cruel e impiedoso que mata brutalmente todos que se atravessam no seu caminho. No meio de todo o crime na cidade o mendigo encontra uma luz de esperança ao ver um cortador de relva numa loja de penhore e pensa logo em comçar um negocio a cortar relva, infelizmente o cortador custa 49,99$, algo que o mendigo não consegue pagar e então decide ir pedir dinheiro na rua. Após testemunhar um dos filhos do The Drake, Slick (Gregory Smith), a tentar raptar uma prostituta, Abby (Molly Dunsworth), decide dar-lhe um enxerto de porrada com uma peúga cheia de moedas e leva-lo ao chefe da policia, que liberta o Slick imediatamente a ajuda-o na sua vingança contra o mendigo. Abby mais tarde encontra-o ensanguentado e trata-lhe das feridas, mas nada disto desvia a atenção do mendigo do cortador de relva, que chega a aceitar fazer uma gravação dele a comer vidro para ganhar alguns trocos. quando finalmente arranja dinheiro suficiente, o mendigo dirije-se directamente à loja de penhores, lá, antes que o mendigo possa fazer a sua compra, um grupo de ladrões tenta assaltar a loja. Farto de ver tanto crime a acontecer à sua volta, o mendigo, em vez do cortador de relva, pega numa caçadeira, que também custa 49,99$, e mata todos os assaltantes. Decidido a acabar com as injustiças em Hope Town, o mendigo mata qualquer criminoso que encontre pela frente, "one shell at a time".

É um filme, que definitivamente nos faz questionar o nosso sentido de ética e moral, pois nem todos se comportam da mesma maneira quando defrontados com certos acontecimentos demonstrados no filme, e ao mesmo tempo consegue entreter-nos com bons momentos cómicos, ainda que um bocado negros e sádicos. Pode-se dizer que o filme, em geral, se assemelha com algo realizado por Tarantino, o que de certeza irá agradar ao público.

Sem dúvida alguma, a visualização deste filme é quase obrigatória, não é algo muito extravagante, mas em termos de conteúdo é muito bom e divertido, uma experiencia bastante gratificante e apelativa.


O famoso trailer falso de Grindhouse

Título Original: Hobo With A Shotgun
Realizador: Jason Eisener
Argumento: John Davies
Intérpretes: Rutger Hauer; Molly Dunsworth; Brian Downey; Gregory Smith
Música: Alexander Rosborough
Fotografia: Karim Hussain
Género: Crime; Gore; Thriller
Duração: 86 minutos



sábado, 9 de abril de 2011

Les nuits rouges du bourreau de jade (2009)

Les nuits rouges du bourreau de jade, a.k.a. Red Nights, é de certeza um filme que promete ser um dos mais interessantes de ver. Apesar de serem as suas primeiras participações num filme como realizadores, Julien Carbon e Laurent Courtiaud foram capazes de introduzir algo inovador e apelativo a este crossover asiático e francês, algo que explora os cantos mais sombrios do comportamento humano através duma perspectiva fetichista e psicossexual.

Embora seja graficamente soberbo, em termos de conteúdo não estamos perante um filme demasiado complexo. A história circula à volta duma caixa que contem um selo de jade branco, que dizem ter pertencido ao primeiro Imperador da China e encontra-se na posse de Catherine (Frédérique Bel). Após matar o amante, Catherine foge para Hong Kong com intenções de vender o artefacto, pouco depois descobre-se que afinal o selo contem um elixir antigo, desenvolvido pelo carrasco do Primeiro Imperador da China, que possui propriedades paralisantes e é capaz de reforçar as sensações do ser humano. Esta descoberta faz com que Catherine seja apanhada nos esquemas de Carrie Chan (Carrie Ng), uma abastada patrona das artes e amante de sadomasoquismo, obcecada pelo elixir que não olha a fins para obter o elixir.

Este thriller erótico é capaz de cativar a atenção do espectador logo desde o inicio e mantém-nos colados ao ecrã durante todo o filme, graças as suas diversas cenas exóticas e chocantes que envolvem diversas torturas física e psicologicamente sádicas, que focam não só na dor do individuo mas como também no prazer proporcionado, algo que aqui no Matinée consideramos inédito. A imagem e fotografia desta obra-prima é simplesmente fantástica e demonstra grande profissionalismo no seu desenvolvimento, isso em junção com uma óptima banda sonora, proporcionam uma excelente experiência de visualização e realça tudo o que há de bom tanto nas cenas como na história em si.

É definitivamente um filme que se deve ver pelo menos uma vez, seja acompanhado ou sozinho, e deve ser visualizado com uma mente aberta ao inesperado, dessa forma poderá desfrutar ao máximo esta experiência e as novas sensações que este filme introduz na industria cinematográfica.





Título Original: Les Nuits Rouges du Bourreau de Jade
Realizador: Julien Carbon; Laurent Courtiaud
Argumento: Julien Carbon; Laurent Courtiaud
Intérpretes: Frédérique Bel; Carrie Ng; Carole Brana; Stephen Wong Cheung-Hing; Kotone Amamiya 
Música: Alex Cortés; Willie Cortés
Fotografia: Man-Ching Ng
Género: Thriller; Gore
Duração: 98 minutos



sexta-feira, 18 de março de 2011

Zibahkhana (2007)

Em 2007, Omar (Ali) Khan decidiu escrever, produzir e realizar Zibahkhana, um filme de zombies paquistanês que, a dada altura, se transforma, quase que por magia, num mórbido slasher film. Para sermos justos, Zibahkhana tem muito pouco de zombies; opta antes por nos (tentar) fazer imaginar como seria um The Karachi Chain Saw Massacre. Coisa boa, portanto.

A premissa do filme é simples: cinco estudantes paquistaneses, na ânsia de irem ver um concerto da melhor banda do país, mentem aos pais, alugam uma carrinha, e decidem-se meter-se por um atalho que os leva a um bosque no meio do nada. O aborrecido (para eles, pelo menos) é que tudo lhes começa a correr mal, numa sucessão de eventos a fazer lembrar a Lei de Murphy: entre mortos-vivos que lhes aparecem subitamente na estrada, e ficarem sem gasolina no meio do bosque (que, no máximo, nos faz lembrar uma bouça), os cinco estudantes são perseguidos por um assassino psicótico armado com um mangual, e que dá, ironicamente, pelo nome de Baby; no meio deste frenesim, há ainda tempo para receberem na sua carrinha o irmão de Baby, num não lá muito subtil piscar de olho ao burgo do célebre Leatherface.

Zibahkhana é um candidato a filme de culto como só alguns filmes verdadeiramente maus o conseguem ser - o que, de resto, já seria expectável vindo de um filme co-produzido pela mítica distribuidora britânica Mondo Macabro. Francamente, Zibahkhana não nos faz esperar mais nada vindo de Omar Khan, nem, muito menos, dos seus actores. Contudo, nem tudo é mau no primeiro filme de gore paquistanês: o argumento, escrito a meias (literalmente) entre o inglês e o urdu, e que, durante a maior parte do filme, cai no nonsense absoluto, tem o condão de proporcionar ao espectador (algumas) boas gargalhadas. E o que mais poderíamos pedir dum filme deste tipo?

No geral, Zibahkhana é um bom filme para ver com os amigos num dia em que vos apeteça rir a bandeiras despregadas. No entanto, se quiserem um filme de zombies, gore ou terror um pouco mais 'sério', optem por outro: Zibahkhana dificilmente cumprirá esse papel. Nos dias que correm, podem encontrá-lo (muito) esporadicamente nos canais TVCine, sob o nome Terra de Zombies.



IMDb: 5.6/10
Rotten Tomatoes: 49% liked it (3.3/5 average rating)